AMÉRICA/VENEZUELA - Para os Bispos, a Assembleia Constituinte “não é necessária e é perigosa para a democracia”

Sexta, 19 Maio 2017 política   conferências episcopais   direitos humanos   violência  

Para os Bispos, a Assembleia Constituinte “não é necessária e é perigosa para a democracia”

Caracas (Agência Fides) – A Conferência Episcopal da Venezuela (CEV) publicou ontem uma Exortação pastoral como conclusão da Assembleia Extraordinária plenária, realizada de 16 a 18 de maio (veja Fides 17/05/2017). Quanto à Assembleia Constituinte, os Bispos afirmam: "Depois de ter ouvido muitos membros do povo, consideramos que o pedido desta Constituinte não é necessária e é perigosa para a democracia venezuelana, para o desenvolvimento humano e integral e para a paz social".
A Exortação, enviada a Fides, destaca alguns aspectos da situação que o povo está vivendo: fome, violência, falta de respeito pelos direitos humanos e desespero. "Mas diante disto, se apresentam os desafios – continua o texto -: o empenho pela paz, denúncia profética, solidariedade e oração".
Junto a esta Exortação, a CEV publicou a carta de resposta a Elias Jaua Milano, Presidente da Comissão preparatória da Assembleia nacional Constituinte, desejada pelo presidente Nicolas Maduro. “A necessidade é levar a termo a Constituição, não reformá-la”, se lê na carta assinada por Dom Diego Padrón, Arcebispo de Cumaná e Presidente da CEV.
O Comitê permanente da CEV se declara disposto a receber Elias Jaua Milano em 19 de maio para aprofundar e discutir as razões desta decisão do Episcopado. Este encontro, escrevem os Bispos, será uma ocasião para expor as razões da nossa posição e, além disso, “para expressar a nossa preocupação pelos graves problemas que vive hoje o nosso país e as dolorosas consequências de tristeza, sofrimento e morte provocadas na vida concreta do povo venezuelano”.
Em 9 de maio, Jaua afirmou ter enviado uma carta pedindo à Conferência Episcopal para ser recebido a fim de expor o alcance da iniciativa da Constituinte, depois da decisão da CEV de não participar da reunião da Comissão junto aos grupos religiosos.
(CE) (Agência Fides, 19/05/2017)


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