AMÉRICA/VENEZUELA - Nenhuma resposta da Caritas Venezuela sobre os remédios interditados na alfândega

Terça, 29 Novembro 2016 áreas de crise   política   pobreza  

Carência de medicamentos na Venezuela

Caracas (Agência Fides) – Ainda não há resposta das autoridades à Caritas Venezuela sobre os medicamentos enviados do exterior para assistir os casos urgentes da população. A diretora da Caritas Venezuela, Yaneth Marquez, disse ontem à Rádio Union que em agosto chegou um carregamento de medicamentos do Chile para dar uma ajuda às exigências médicas da população. “Fomos ao Sistema de regulamento alfandegário e Impostos de fronteira – Seniat – e pedimos conselhos para obter as autorizações necessárias. Antes que o carregamento chegasse, já haviam sido feitos todos os trâmites junto ao Ministério da Saúde; foram inclusive enviadas cartas ao gabinete da Economia e ao Vice-Presidente da República, informando sobre a chegada do material, as características dos remédios e até de suas embalagens, para acelerar as autorizações”.
Marquez acrescentou que o Ministério da Saúde havia prometido à Caritas que obteria as permissões, mas não houve resposta. “A Igreja está muito preocupada porque a situação está piorando e a demanda aumenta, enquanto os procedimentos da Seniat estão se complicando. Precisamos da autorização”, acrescentou.
Entretanto, Feliciano Reyna, Presidente da Associação Ação Solidariedade, ONG que trabalha no país desde 1995, considera que se o governo não reconhecer a gravidade da crise será muito difícil que as ajudas internacionais cheguem aonde é necessário. “Sabemos que a Caritas é o principal aliado de quem pensa em ajudar a Venezuela” concluiu.
(CE) (Agência Fides, 29/11/2016)


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