VATICANO - Cresce o empenho da Igreja missionária pelos doentes de lepra: 648 leprosários no mundo

Sábado, 24 Janeiro 2015

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Domingo, 25 de janeiro, se celebra o 62° Dia Mundial dos doentes de lepra, instituído em 1954 pelo escritor e jornalista francês Raoul Follereau. Todos os anos, mais de 200 mil pessoas, das quais muitas crianças, contraem esta doença que tem cura. Não se conhece exatamente o número dos doentes de lepra no mundo, também porque alguns Estados não querem que se saiba acerca da presença desta doença em seu território. A causa principal continua sendo a pobreza, a ausência de serviços médicos, de higiene, a escassa alimentação e os preconceitos culturais, pelos sinais que doença deixa no corpo. Hoje, em muitos leprosários, se assistem também os doentes de Hiv e Aids, que se tornam sempre mais numerosos e marginalizados, especialmente em alguns contextos. A Igreja missionária tem uma longa tradição de assistência aos doentes de lepra, muitas vezes abandonados inclusive por seus próprios familiares, e sempre forneceu a eles, além dos cuidados médicos e da assistência espiritual, possibilidades concretas de recuperação e reinserção na sociedade. Em muitos países, de fato, ainda é grave a discriminação em relação a esses doentes, por ser supostamente incurável e pelas terríveis mutilações que provoca. 
Não falta o exemplo dos Santos missionários que dedicaram sua vida a aliviar os sofrimentos dos doentes de lepra, como São Jozef Daamian De Veuster SSCC, universalmente conhecido como o Apóstolo dos leprosos de Molokai, e santa Mariana Cope, O.S.F., que passou 35 anos em Molokai, coadjuvando com outras irmãs a obra do pe. Damiano; ou ainda o beato Jan Beyzym, S.I., que desempenhou o seu ministério entre os leprosos de Madagascar, a beata Madre Teresa de Calcutá, os Servos de Deus Marcello Candia e Raoul Follereau.
A Igreja administra no mundo 648 leprosários, segundo os dados do último Anuário Estatístico da Igreja, 81 a mais em relação ao ano precedente. Eis a divisão por continente: na África 229, na América 72 (total), na Ásia 322, na Europa 21 e na Oceania 4. As nações que obrigam o maior número de leprosários são: na África: Tanzânia (32), República Democrática do Congo (27), Madagascar (26), África do Sul (23); na América do Norte: Estados Unidos (3); na América central: México (10); nas Antilhas: Haiti (3); na América do Sul: Brasil (25), Peru (5), Equador (4); na Ásia: Índia (258), Vietnã (14), Indonésia (15); na Oceania: Papua Nova Guiné (4); na Europa: Alemanha (17), França (1), Bélgica (1), Espanha (1), Itália (1).
(SL) (Agência Fides 24/01/2015)


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