ÁSIA/SÍRIA - Marcha de solidariedade pelos sequestrados na Mesopotâmia

Segunda, 28 Janeiro 2013

Hassaké (Agência Fides) - Uma marcha de solidariedade com as vítimas de sequestro, uma marcha para sensibilizar a opinião publica sobre o fenômeno de sequestros; uma "assembleia de esperança", que contou com a presença de todos os membros da sociedade: cristãos, muçulmanos, curdos, associações e ONGs, líderes de igrejas e chefes de mesquitas, e funcionários públicos. Segundo a Agência Fides, a iniciativa, realizou-se quinta-feira, 24 de janeiro em Hassaké, capital da Mesopotâmia, onde a população civil é reduzida ao extremo (veja Fides 17/01/2013), agita a área do leste da Síria. Na região se vive um equilíbrio precário entre as forças da oposição (incluindo milícias islâmicas), as forças curdas, o exército sírio, em luta entre si.
A população sobre de forma permanente com o conflito e foi para as ruas - mais de três mil presentes na marcha - com bandeiras e slogans para exigir "um futuro de paz e esperança para a Mesopotâmia". Os participantes, que criaram a "Associação de solidariedade com as famílias dos sequestrados", marcharam da sede da Igreja Ortodoxa síria até ao Tribunal da Justiça da cidade, expressando seu sofrimento e suas reivindicações. Foi apresentado um memorando ao Ministério Público, pedindo-lhe para levar a cabo as suas tarefas e pedindo ao governo local para fornecer proteção aos cidadãos inocentes.
"O sequestro se tornou um fenômeno diário nas ruas desta cidade. Os sequestradores não hesitam em cometer crimes em plena luz do dia. Cerca de três semanas atrás, três homens armados com os rostos descobertos, pararam um táxi e sequestraram um menino 10 anos, Saeed Afram Aho, enquanto voltada da escola", disse à Agência Fides, o Arcebispo sírio-ortodoxo Eustathius Matta Roham, Metropolita de" Jazirah e Eufrates".
"Cerca de seis meses atrás, os sequestros começaram a se multiplicar, obra de algumas bandas". Hoje, as vítimas são 43 e pertencem a todas as componentes da sociedade (cristãos, muçulmanos, yazidy, curdos e árabes), são de diferentes idades e estilos de vida: crianças, estudantes, médicos, engenheiros, comerciantes e pessoas comuns. O Arcebispo conta à Fides "os momentos muito difíceis, o medo e a dor das famílias" porque os sequestradores, observa ele, "usam formas de tortura contra as vítimas inocentes, em desrespeito das virtudes humanas, morais e religiosas, para obter um forte resgate". Um menino, Bashar, foi deixado por dois dias sem comida e água numa cela subterrânea numa fazenda distante da cidade. "Hoje – explica - muitas famílias cristãs fugiram, buscando segurança nos países vizinhos e no Ocidente".
Dom Matta Roham participou na marcha com os outros dois bispos da cidade, o Bispo sírio-católico Jacques Behnan Hindo e o Bispo Mar Afrem Nathaniel da Igreja Assíria. Neste momento de grande crise, os três prelados se reúnem regularmente para discutir questões de interesse social e religioso. (PA) (Agência Fides 28/1/2013)


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