OCEANIA/TAITI - Uma Igreja viva no coração do Pacífico

Terça, 31 Julho 2012

(Taiti) – Mesmo diante de uma penúria crônica de clero local e de pessoal missionário sem renovação geracional, a Polinésia francesa continua a sua resposta generosa ao Evangelho com o envolvimento sempre mais responsável de leigos em trabalhos de catequese e de caridade.
No dia 27 de julho de 2012, na igreja Maria No Te Hau de Papeete, em Taiti, se realizou a cerimônia para os novos "katekita", ou seja homens e mulheres que, ao final de um percurso de formação chamado "Escola da Fé", recebem os ministérios extraordinários da comunhão, da catequese e do canto.
Depois da chegada dos primeiros dois franciscanos espanhóis, Jerônimo e Narciso, que celebraram em 1775 a primeira Missa em Taiti, foi somente um século depois, com o Protetorado francês, que a presença de religiosos missionários foi implementada sobre a ilha graças à chegada dos Oblatos de Maria Imaculada (OMI) e dos Padres dos Sagrados Corações (Picpus), aos quais pertenceu S. Damião Veuster, que viveu sua vida pelos leprosos da não distante ilha de Molokai.
O período da Guerra Fria e os consequentes testes nucleares da França até o início do ano 2000 requalificaram estrategicamente a Polinésia, com a relativa injeção de recursos financeiros do Governo Metropolitano. O rápido desenvolvimento levou à mundanização de Taiti, que vê as novas gerações à mercê de vícios como álcool e droga e vítimas de um dos mais altos índices de suicídio no mundo.
A índole religiosa e acolhedora do povo, no entanto, permaneceu intacta e a alta porcentagem de católicos praticantes faz esperar num futuro melhor em campo vocacional e pastoral.
Novos Institutos religiosos são chamados hoje a atuar no arquipélago do Pacífico como os Frades Franciscanos da Imaculada, que em conformidade a seu carisma kolbiano puderam contribuir também à potencialização da promissora rádio católica, que busca um novo espaço na esfera pública e no panorama da mídia nacional.
Em meio a reivindicações separatistas, escândalos do governo local e crise no trabalho, Taiti necessita de uma Igreja que ofereça esperança nova e um projeto de resgate num momento onde a França gravita também ela nas incertezas e na crise dos países da região do euro.
Depois de o Arcebispo Hubert Coppernath renunciar ao cargo por limite de idade, a Arquidiocese de Papeete, capital de Taiti, e metropolitana também da diocese das Ilhas Marchesi, é governada por Dom Bruno, originário do país, em qualidade ainda de administrador apostólico.
Preciosa em Taiti é a presença das Monjas clarissas em Papeete, o único mosteiro de vida contemplativa da Polinésia francesa. Ponto de referência espiritual para muitos fiéis e, sobretudo, pela dinâmica comunidade dos leigos terciários franciscanos, celebrarão em 12 de agosto próximo a solenidade de sua Santa patrona com o valor adjunto do encerramento do Ano Clariano. (A.M.B 31/7/2012)


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