ÁFRICA/COSTA DO MARFIM - Informações sobre o país

Quarta, 5 Abril 2006

Roma (Agência Fides)- A Costa do Marfim, assim chamada pelos europeus no século XV por causa do comércio de marfim extraído dos elefantes, tem 322.460 km² e conta 17.500.000 habitantes. A população está em aumento por causa da imigração proveniente dos países limítrofes: Burkina Fasso, Mali e Guiné.
História. Colônia francesa desde 1893, a Costa do Marfim foi incluída na África Ocidental Francesa de 1904 a 1958. O país se tornou independente em 7 de agosto de 1960, adotando a forma de governo da República Presidencial, com a Constituição de 31 de outubro de 1960. O Presidente é eleito através de sufrágio universal direto por 5 anos e exercita o poder executivo. O primeiro Presidente foi Félix Houphouët-Boigny, que permaneceu no poder 30 anos, durante os quais favoreceu um notável desenvolvimento econômico do país.
Em 1999, depois de anos de partido único, realizaram-se as primeiras eleições legislativas e pluri-partidárias no país. Em 1993, a morte de Houphouët-Boigny marcou o início de uma fase de instabilidade. As eleições presidenciais de outubro de 1995 se realizaram num clima de forte tensão, e o vencedor foi Henri Konan-Bedié, médico proveniente de uma família rica. O novo Presidente impôs um regime autoritário e declarou fora da lei o principal partido da oposição. O descontentamento popular, acentuado pela crise econômica, provocou uma série de desordens que levaram ao golpe militar de 1999. Arquitetado pelo general Guei, ex-Chefe de Estado maior, o golpe o proclamou Presidente de um Comitê Nacional de Saúde Pública, suspendendo a Constituição e o Parlamento. Após grandes protestos, foram convocadas novas eleições, que levaram Laurent Gbagbo à Presidência. Em setembro de 2002, abriu-se a atual fase da crise marfinense: depois de um fracassado golpe de Estado, as regiões do noroeste caíram sob o controle de 3 diferentes movimentos da guerrilha, que se reuniram, em seguida, sob a sigla “Forças Novas”. Os acordos de Marcoussis, assinados na França em janeiro de 2003 e que criaram um governo de unidade nacional, nunca foram atuados plenamente. A França enviou um contingente de 4 mil homens, aos quais se somaram os “Capacetes Azuis” das Nações Unidas, encarregados de garantir a trégua. Desde então, a Costa do Marfim está dividida. Em novembro de 2004, depois de dois anos de paralisação, a crise explodiu em toda a sua violência, envolvendo os 4 mil soldados e cerca de 10-15 mil civis franceses presentes no País. A aviação do governo bombardeou a sede dos rebeldes, em Bouaké. Nove militares franceses foram mortos. Em resposta, o exército francês destruiu a maior parte dos aviões e helicópteros de combate marfinenses. Em 30 de outubro de 2005, após o adiamento das eleições presidenciais, uma resolução da ONU permitiu ao Presidente Gbagbo permanecer no cargo por mais um ano. Em 4 de outubro, Charles Konan Banny, governador do Banco Central da África ocidental, foi nomeado Primeiro Ministro interino.
Economia. A Costa do Marfim é uma nação potencialmente rica, de terras férteis e inúmeras jazidas minerarias. A riqueza não é distribuída igualmente, e existe um abismo entre a minoria de privilegiados e uma grande maioria de pobres, que aglomeram as periferias das cidades. A crise política colocou a economia marfinense e de seus vizinhos, que dependem de seus portos para o comércio, de joelhos.
Situação religiosa. Mais da metade da população marfinense, 10 milhões de pessoas, professa a religião tradicional africana, mas se demonstra aberta ao Evangelho. Há 3.400.000 católicos, e 1.300.000 protestantes. Os muçulmanos são 3 milhões. Existem no país também várias seitas, de origem africana e de outros continentes. (L.M.) (Agência Fides 5/4/2006)


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