ÁSIA/JORDÂNIA - Ataque terrorista contra a sede da inteligência, condenação unânime das Igrejas

Quinta, 9 Junho 2016 terrorismo  

geo.tv

Amã (Agência Fides) - "O ataque atroz" perpetrado por homens armados contra a sede dos serviços secretos implantados no campo de refugiados Baqaa, que matou cinco funcionários do aparelho de inteligência, é um sinal grave e preocupante, mas terá o efeito de "unir ainda mais" o povo jordaniano em torno da Monarquia Hachemita, em resposta aos desígnios daqueles que procuram desestabilizar o país. Estas foram as palavras expressas pelos chefes e responsáveis de todas as Igrejas e comunidades cristãs presentes na Jordânia, que numa declaração conjunta e divulgada ontem, quarta-feira, 8 de junho, expressou condenação unânime ao ataque terrorista.
O ato criminoso – lê-se na declaração - irá reforçar ainda mais o combate em todos os níveis do extremismo e do terrorismo. "Nós, cristãos jordanianos – afirma o comunicado enviado à Agência Fides, e também assinado pelo Arcebispo Dom Maroun Laham, Vigário patriarcal para a Jordânia do Patriarcado Latino de Jerusalém – nos oferecemos como barreira impenetrável, continuamos firmemente atrás da liderança sábia do Rei Abdullah II Bin Al-Hussein, e de todos os nossos serviços de segurança onde estiverem localizados, diante de qualquer tentativa de pôr em perigo a segurança e a estabilidade da Jordânia".
O atentado contra a sede do serviço secreto jordaniano no campo de refugiados de Baqaa foi perpetrado com armas automáticas na manhã de 6 de junho, quando tinha apenas começando o primeiro dia do mês sagrado do Ramadã. O ataque resultou na morte de cinco funcionários do organismo (incluindo três agentes de serviço), e se concluiu com a prisão de dois membros do comando.
O campo de Baqaa, no norte de Amã, que abriga 70 mil refugiados palestinos, a maioria chegou depois de 1967. Há o risco de que tenha sido infiltrado por grupos jihadistas. (GV) (Agência Fides 9/6/2016)


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