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2014-05-26

ÁFRICA/MALÁUI - Eleições contestadas: a única coisa certa são as irregularidades e suspeitas de fraudes

Lilongwe (Agência Fides) – “Confronto institucional no Maláui entre a presidente em fim de mandato, Joyce Banda, e a Corte Suprema, que invalidou a decisão do Chefe de Estado de anular as eleições de 20 de maio e proclamar no prazo de 90 dias outra rodada eleitoral, depois das graves irregularidades encontradas em várias seções. A comissão eleitoral reconheceu a existência de fraudes sérias e decidiu recontar os votos nas seções onde houve irregularidades evidentes. As contas não estão certas. Em algumas seções existem mais votos do que o número de eleitores registrados. Foram assinalados casos, que ainda devem ser verificados, de cédulas irregulares que não se sabe como foram colocadas nas urnas, debaixo dos olhos de milhares de observadores presentes em todas as seções”, disse do Maláui à Agência Fides Pe. Piergiorgio Gamba, missionário monfortano.
A pedido de um dos candidatos à presidência, Peter Mutharika, a Corte Suprema ordenou a Comissão eleitoral de suspender a recontagem de votos nos colégios onde foram encontradas irregularidades e concluir a contagem em todo o território nacional, anunciando os resultados das eleições. "A Conferência Episcopal do Maláui, o Christian Council e várias outras organizações locais convidam para a paz, expectativa e respeito da Comissão. A voz das igrejas e organizações não-governamentais manifestam um forte medo de explosão da violência nesta situação de tensão e incerteza", disse Pe. Gamba.
Lembramos que em 20 de maio foram abertas as urnas para as eleições presidenciais, parlamentares e locais. Em 21 de maio, continuou-se a votar em diferentes centros onde tinha faltado material necessário para a votação. Em 22 de maio, a votação continuou em alguns centros. Os primeiros dados deram como vencedor o DPP (Democratic Progressive Party) de Peter Mutharika. Em segundo lugar, se colocava o pastor evangélico Lazarus Chakwera del MCP (Malawi Congress Party), e em terceiro, presidente em fim de mandado, Joyce Banda do PP (People's Party). (L.M.) (Agência Fides 26/5/2014)

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