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2014-03-22

ÁFRICA/REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA – Diante do caos a sociedade civil se organiza; o testemunho de um missionário

Bangui (Agência Fides) – No caos em que se afundou afundado a República Centro-Africana, a sociedade civil se ortaniza para garantir um mínimo de ordem e garantir os serviços essenciais. É o que acontece por exemplo em Bozoum (no noroeste), onde, conforme relatado por Pe. Aurelio Gazzera, missionário carmelita, a vida pública é administrada por um Comitê de Mediação (composto pelo secretário-geral da prefeitura, o prefeito, o pároco, um pastor protestante, o presidente das Wali-Gala - mulheres comerciantes do mercado - por representantes MISCA, missão militar africana no país, bem como por ONGs como a Caritas, Justiça e Paz, MSF e Cruz Vermelha). Um dos problemas que o Comitê deve enfrentar é o da presença de uma banda de anti- balaka (o nome das milícias que depuseram o ex-rebeldes Sekeka) que visa ditar a lei na cidade.

Este grupo, de acordo com Pe. Aurelio nunca realmente combateu o Seleka, criou alguns obstáculos na entrada e saída da cidade e, em seguida, sob o pretexto do fim da presença de MSF (Médicos Sem Fronteiras), ameaçou os funcionários do hospital acusados de terem impulsionado a ONG a deixar Bozoum.
"Não obstante isso, o Comitê de Mediação e MSF tenham ressaltado que a saída tinha sido concordada para permitir aos agentes da ONG de cuidar dos lugares em maior dificuldades da região (Bocaranga, Ngaudaye e Bang em particular), o grupo anti-balaka continuou a se lamentar e ameaçar os funcionários do hospital" refere Pe. Aurélio. "É bom lembrar que a equipe do hospital de Bozoum trabalhou durante o período de crise sob a ameaça de Seleka antes, dos Peuls e dos muçulmanos depois, e agora sob a ameaça dos anti-balaka".
O grupo ameaçou a enfermeira que exerce a função de médico e bloqueou a bomba de água do hospital (que está disponível para os doentes e moradores da área).
Diante desta situação o Comitê de Mediação se reuniu e chegou a conclusão de criar um Comitê de Sábios para regular os conflitos (furtos, brigas, etc) e evitar que outros grupos anti-balaka se tornem como juízes; escrever uma carta ao governo para chamar a atenção dobre a ausência do Prefeito e das autoridades e para pedir o envio das forças de segurança (Gendarmaria e Polícia) e para abrir uma linha telefônica que possa ser usada nos caos de problemas, roubos ou ameaças. (L.M.) (Agência Fides 22/3/2014)

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