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2014-03-07

ÁSIA/PAQUISTÃO - Mulheres no Paquistão: meninas cristãs violentadas por muçulmanos

Lahore (Agência Fides) - O estupro de jovens e meninas de minorias religiosas é um fenômeno muito comum no Paquistão. As mulheres cristãs são um objetivo privilegiado, porque são mais vulneráveis e indefesas. A maioria dos casos nem sequer é denunciado à polícia e, quando isso acontece, muitas vezes, os autores da violência permanecem impunes. Segundo informações obtidas pela Agência Fides por fontes locais, ainda está vivo na comunidade cristã o caso recente de Sumbal, menina cristã de cinco anos de idade, violentada por um grupo de homens muçulmanos numa estrada de Lahore. A mobilização de ativistas e organizações cristãs para buscar justiça permanece muito forte.
Outro caso recente relatado à Fides pela Ong CLAAS ("Centre for Legal Aid Assistance & Settlement") diz respeito a um homem muçulmano de Lahore que tentou estuprar duas meninas cristãs, uma de 1 e a outra de 3 anos. A mãe das meninas trabalhava na casa de um muçulmano rico, onde também trabalhava também Allah Baksh, que começou a assediá-la sexualmente. Após a recusa da mulher, o homem foi pego em flagrante ao tentar estuprar as duas meninas. Baksh foi detido na sequência de queixa, mas a polícia está fazendo pressão sobre os pais das meninas para que retirem a queixa.
Alguns meses atrás, outro caso provocou indignação: o de uma menina cristã de 9 anos estuprada por três jovens muçulmanos. "A violência contra crianças são cometidas com facilidade", disse uma fonte disse de Fides que auxilia as vítimas, sobretudo porque os autores permanecem impunes: a injustiça alimenta o ciclo vicioso da violência.
Em 2004, um caso que causou perplexidade na mídia e em todo o mundo foi o estupro de uma criança de dois anos e seis meses, Neha Munir, estuprada porque o seu pai, o cristão Munir Masih, se recusou a se converter ao Islã. Depois de um longo calvário, a família de Neha se fugiu no Canadá. Neha tornou-se um símbolo de todas as crianças abusadas no Paquistão.
A Ong LEAD ("Legal Evangelical Association Development"), que se dedica a promover a integração social dos cristãos no Paquistão, observa que às mulheres cristãs são negados os direitos humanos e dignidade. Em particular, as garotas cristãs são muitas vezes tratadas "como mercadoria". Segundo dados obtidos por Fides, a cada ano há cerca de 700 casos de meninas de minorias religiosas (cristãos ou hinduístas) que são estupradas ou seqüestradas, até mesmo para fins de conversão. A "All Pakistan Minorities Alliance" (Apma) criou uma equipe jurídica especial que presta assistência jurídica gratuita às minorias religiosas, como as famílias envolvidas nestes casos de violência. (PA) (Agência Fides 7/3/2014)

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