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2013-12-04

ÁFRICA/TOGO - "Não percamos a esperança não obstante as inquietações sociais", escrevem os bispos

Lomé (Agência Fides) – "Pode-se falar de esperança enquanto várias dúvidas assolam os ânimos e os sinais sociopolíticos parecem inquietadores? Perguntam os bispos do Togo na carta pastoral publicada para o Advento, centralizada na esperança cristã
No documento se sublinha os sinais de esperança como as eleições legislativas de julho de 2013, realizadas "num clima pacífico e sereno", mas se recordam também os desafios que devemos ainda enfrentar: quando as eleições locais? Quando as reformas institucionais e locais? Quando a verdade sobre os incêndios dos mercados de Kara e Lomé?”
Os incêndios de origem dolosos definidos "bárbaros" pelos Bispos "não somente dera um golpe fatal na economia, mas pioraram o clima de desconfiança entre os togoleses". Por isso, os bispos "recomendam vivamente que as autoridades judiciárias, com independência e imparcialidade, prossigam com as investigações a fim de que sejam identificados os responsáveis e os cidadãos sejam conseqüentemente informados".
“Deste modo – continua a mensagem – acabarão, de um lado, as denúncias de detenção arbitrária e, do outro, as acusações de difamação”.
Na noite entre 10 e 11 de janeiro de 2013 um incêndio destruiu o mercado de Kara, enquanto na noite sucessiva pegou fogo o grande mercado de Lomé, a capital. Vários membros da coalização da oposição CST (Collectif Sauvons le Togo) foram presos e depois colocados em liberdade provisória com a acusação de estarem implicados nos dois fatos dolosos (veja Fides 10/7/2013). Por sua vez, os líderes de CST acusaram alguns importantes membros do governo e da administração pública de serem os responsáveis pelos incêndios. (L.M.) (Agência Fides 4/12/2013)

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