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2013-07-11

ÁSIA/INDONÉSIA - Sob os cuidados da ONU a tolerância religiosa na Indonésia

Jacarta (Agência Fides) - Qual é o status do respeito pelos direitos humanos e da liberdade religiosa na Indonésia? Há uma atmosfera de intolerância religiosa? São questões que nesses dias (na sessão de 8 a 26 de julho) são examinadas pela Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com sede em Genebra. Conforme relatado à Fides, a Comissão solicitou a documentação, especialmente vinda da sociedade civil e comunidades religiosas, que registra a deterioração da tolerância e citam casos de "perseguição religiosa".
O ministro indonésio dos Assuntos Religiosos, Suryadharma Ali, publicamente disse ontem que "a Indonésia é um país que respeita a sua sociedade pluralista" e as seis denominações religiosas reconhecidas (islamismo, protestantismo, catolicismo, hinduísmo, budismo e confucionismo), lamentando o fato de que a mídia tem focado apenas a situação dos ahmadis e xiitas, e no caso de uma igreja do "GKI Yasmin Congregation", em Bogor, Java Ocidental.
Segundo Fides, Suryadharma citou os dados do Ministério que mostram um aumento geral dos lugares de culto: de acordo com os dados, entre 1997 e 2004, o número de mesquitas teve um aumento de 64%, as igrejas protestantes um aumento de 131%, as igrejas católicas de 152%, os templos hinduístas um aumento de 475% e os templos budistas 368%.
Todavia, diversos relatórios documentam o aumento da intolerância religiosa na Indonésia nos últimos anos. Um estudo do “Wahid Institute”, instituto indonésio de estudos que promove o pluralismo religioso, nota que os casos de intolerância religiosa em 2012 foram 274, contra 267 de 2011 e 184 em 2010. Outro relatório publicado em 2013 pela Ong “Human Rights Watch” define o governo indonésio “cúmplice da perseguição das minorias religiosas”, pois teria deixado de aplicar leis e promulgado regulamentos que violam os direitos das minorias.
O jesuíta pe. Franz Magnis-Suseno SJ, professor de filosofia em Jacarta, um dos maiores estudiosos de diálogo e de religião na Igreja indonésia, em uma carta aberta enviada à Fides definiu o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, cúmplice e artífice do clima de intolerância religiosa e da violência contra as minorias existente na Indonésia (veja Fides 23/5/2013). A carta recorda “crescentes dificuldades dos cristãos para obter licenças para abrir lugares de culto, o crescente número de igrejas fechadas à força, o aumento de regras, dificultando o culto das minorias, e a crescente intolerância em nível de base. (PA) (Agência Fides 11/7/2013)

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