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2013-06-19

ÁSIA/TERRA SANTA - Apelo para as escolas cristãs de Gaza

Jerusalém (Agência Fides) – “Chegou a hora de os Parlamentares, as instituições educativas e todo o mundo da instrução levantarem a voz sobre o que poderia acontecer logo em Gaza, fazendo-se ouvir também pelos líderes políticos palestinos: as nossas escolas entrarão em crise com as novas medidas decididas por quem exercita o poder político na Faixa”. Assim o padre Faysal Hijazin, responsável pelas escolas do Patriarcado latino de Jerusalém, contatado pela Agência Fides, chama à mobilização internacional o mundo da instrução em defesa das cinco escolas cristãs presentes na Faixa de Gaza, que podem ser duramente penalizadas por medidas recentes do governo hegemonizado por Hamas. Uma lei emanada em abril passado pelo Ministério da Educação local – e destinada a entrar em vigor em setembro – estabelece que a partir de agora as classes de todas as escolas de toda ordem e grau deverão obrigatoriamente ser divididas com base no sexo, enquanto os professores – homens e mulheres – não poderão ensinar a alunos do sexo oposto com idade superior aos nove anos. Isso – nota pe. Faysal - “criará problemas de gestão às nossas escolas: deveremos encontrar novos espaços, contratar novos funcionários”. Para além do aspecto logístico, a medida impressiona pelo fechamento mental que expressa: “Nós”, nota pe. Hijazin, “trabalhamos para enriquecer Gaza, abrindo à variedade de culturas. As pessoas mandam seus filhos às nossas escolas justamente para assimilar esta abertura de visão”.
O responsável das escolas do Patriarcado desmente as indiscrições segundo as quais o governo de Hamas quer impedir aos estudantes muçulmanos de frequentar as escolas cristãs. "Até agora eu não ouvi nada parecido com isso", repete Pe. Hijazeen. Até mesmo o Ministério da Educação em Gaza desmentiu tais vozes que circularam na imprensa israelense – considerando-as uma "mentira sem fundamento", que visa criar tensão entre muçulmanos e cristãos - e reiterou que na Faixa de Gaza todo estudante é livre para escolher a escola na qual quer estudar. (GV) (Agência Fides 19/6/2013).

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