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2013-06-15

ÁSIA/ÍNDIA - Blasfêmia em Bollywood: protesto dos cristãos

Mumbai (Agência Fides) – Uma modelo que, em pose provocante, mostra um Terço no pescoço; um filme sobre Jesus em malayam que renega a divindade de Cristo: são os últimos dois exemplos da “Bollywood blasfema” que gerou protestos da comunidade cristã na Índia. Como referido à Agência Fides pela Ong “Catholic Secular Forum” (CSF), não é a primeira vez que produtores e diretores da grande indústria cinematográfica indiana “brincam com os sentimentos religiosos dos cristãos”.
A Ong, que acolhe fiéis católicos e cristãos de outras confissões, escreveu aos produtores do filme e ao Conselho para Censura protestando contra as imagens e a pose da modelo Kavitta Verma, que interpreta o filme “Policegiri”. No filme e no vídeo de uma homônima música, a jovem aparece seminua com um Terço no pescoço e com a cruz que desce sobre o ventre. “É completamente inaceitável este uso impróprio dos símbolos religiosos cristãos, já que o Terço é um objeto sagrado para os fiéis católicos, com o qual rezam para Nossa Senhora e recordam a vida de Jesus Cristo”, afirma a Fides Joseph Dias, responsável por CSF. Os cristãos pedem aos órgãos de controle e ao governo para que intervenham eliminando as cenas que são ofensivas.
Outro caso que está suscitando desconcerto é o enésimo filme sobre Jesus que conta a história de Cristo como homem, negando-lhe a divindade. Como referido a Fides, o filme, que é em malayalam (a língua do Estado de Kerala), se intitula “Pithavinum Puthranum” (“Em nome do Pai e do Filho”) e é obra do diretor T. Deepesh. No filme se narra também uma história de amor e paixão dentro de um convento de freiras. Segundo os fiéis, contém “atitudes ofensivas e imagens depreciativas contra o Cristianismo e não deve ser difundido”. Nos dias passados, o Conselho para a censura, organismo que analisa e monitora os filmes na Índia antes de sua distribuição ao público, deu razão aos cristãos, não oferecendo a autorização necessária. De acordo com T. Madhukumar, membro do Conselho, apesar dos cortes feitos na película, “o filme ainda contém violações às regras vigentes”, que tutelam a moral, a cultura e a religião. (PA) (Agência Fides 1 5/6/2013)

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