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America

2012-11-24

AMÉRICA/BOLÍVIA - Marcha pela Vida: "Não" da população ao aborto

Santa Cruz (Agência Fides) - "Eu amo a vida": reunindo-se em tordo deste slogan, a população de Santa Cruz participou em massa da "Marcha pela Vida", que foi realizada na sexta-feira, 23 de novembro, organizada por mais de 300 instituições como o Conselho Regional da Juventude, a Igreja Católica e o Comitê Cívico das Mulheres, dentre outros. Conforme relatado à Fides pela Igreja local, a iniciativa quis expressar publicamente o desacordo contra os projetos de lei que propõem a legalização do aborto no país. O Arcebispo Coadjutor de Santa Cruz de la Sierra, Dom Sergio Gualberti, convidou todas a população para "participar maciçamente e com entusiasmo da Marcha pela Vida e assim rejeitar o aborto e a eutanásia que querem impor os grupos com ideologias estrangeiras", afirma numa nota oficial, enviada à Fides.
"Diante desta situação, como católicos queremos expressar publicamente a nossa fé no Deus da vida, vida inviolável desde o primeiro momento da concepção até a morte natural", acrescentou.
Na nota enviada à Agência Fides, Edwin Bazan, porta-voz da Igreja Católica local, afirma que propostas de lei deste tipo têm a finalidade de fazer com que "a cultura da morte", muitos vezes aceita de modo acrítico pelos políticos, "se enraíze na Bolívia". Através da marcha, a Igreja quis recordar a eles que devem promover uma legislação a favor da vida: "Queremos dizer aos políticos que nós, pessoas que deram o voto a eles, somos um povo que quer a vida e não queremos projetos de morte. Nós acreditamos que a vida é um dom de Deus e que deve ser respeitada. Chegou a hora de acompanhar as nossas orações com ações: a marcha é uma mensagem clara à classe política", disse o porta-voz da Igreja católica.
Agustin Aguilera, vice-presidente da Associação nacional dos evangélicos da Bolívia, que participou da marcha, definiu a legalização do aborto "um homicídio". "O aborto é uma palavra suave para dizer ‘direito a matar’, porque quando uma pessoa é concebida já tem o direito de viver", destacou. (CE) (Agência Fides, 24/11/2012)

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