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Vaticano

2004-05-10

VATICANO/CANONIZAÇÃO DE 16 DE MAIO - Dom Luís Orione (1872-1940): “pai dos pobres, benfeitor da humanidade abandonada”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) - Dom Luís Orione, o fundador da Pequena Obra da Divina Providência, nasceu em Pontecurone, na Itália, no dia 23 de junho de 1872, de uma família humilde. Clérigo, com pouco mais de vinte anos, começou a interessar-se pelos jovens pobres, acolhendo-os em uma pequena casa no bairro de São Bernardino - Tortona, em 1893. Aquele foi o início de um longo caminho que levou Dom Orione a difundir pelas estradas do mundo as riquezas espirituais e materiais provenientes da Divina Providência e do seu coração sem fronteiras. Para realizar tudo aquilo que o seu amor por Cristo e pelos pobres lhe pedia, começou a receber colaboradores que deram origem à primeira família religiosa, os Filhos da Divina Providência. Em pouco tempo, surgiu ao lado dos sacerdotes, os Eremitas da Divina Providência, cegos e videntes (1899), e os Irmãos coadjutores.
Sucessivamente, Dom Orione fundou as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade (1915) e as Sacramentinas não videntes (1927). Mais recentemente, a Congregação Dom Orione criou a Comunidade das Irmãs Contemplativas de Jesus Crucificado (1990). O Instituto Secular Orionino (1959) é constituído por pessoas leigas, consagradas com votos, mas que vivem em ambientes comuns, "no mundo e com os meios do mundo".
Dom Orione envolveu e formou no mesmo espírito e apostolado numerosos leigos que se empenhavam “dentro e fora de instituições caritativas”, e ultimamente, surgiram várias associações, cujos membros formam o Movimento Laical Orionino.
Este é o quadro daquela "planta com tantos ramos" que, desde o início, Dom Orione chamou Pequena Obra da Divina Providência. Dom Orione, que nasceu e viveu na pobreza, em contacto com tantas injustiças sociais em um mundo que se estava descristianizando, levantou a bandeira da caridade de Cristo: "a caridade salvará o mundo". Sempre pronto à chamada do Senhor, lançou-se com entusiasmo e coragem, pondo toda a sua confiança na Divina Providência. Dedicou-se com todas as suas forças nos terremotos de Régio e Messina (1908) e da Mársica (1915), na Itália.
A sua Pequena Obra da Divina Providência propagou-se na Europa, nas Américas - onde ele fez duas viagens missionárias - e mais tarde na África. Em todos os lugares, construiu escolas, igrejas e principalmente casas para os pobres e os necessitados, a todos anunciando o Evangelho de Cristo.
Dom Orione teve o instinto da comunicação: foi um pregador fascinante e maleável para cada auditório; exercitou como poucos o apostolado da escrita, principalmente da correspondência ordinária, incisiva nos corações e nas orientações de pessoas de todas as faixas sociais; abriu tipografias, difundiu revistas e folhetins; em 1931, abriu a primeira assessoria de imprensa; ele mesmo falou várias vezes no rádio; atravessou os mares, viajou de avião da Argentina ao Chile. Papa Pio XII, na sua morte, em 12 de março de 1940, o definiu "pai dos pobres e benfeitor da humanidade sofrida e abandonada".
Papa João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980, apresentando-o à Igreja como “uma maravilhosa e genial expressão da caridade cristã”, “uma das personalidades mais eminentes deste século pela sua fé cristã, abertamente professada, e pela sua caridade vivida heroicamente”.
A Pequena Obra da Divina Providência está presente hoje em mais de 30 nações, na Europa, África, Ásia e América. Compreende as Congregações dos Filhos da Divina Providência (1100 membros), das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade (900), o Instituto Secular Orionino (170) e um vasto Movimento de Leigos Orioninos que irradia no mundo, principalmente entre os pobres, o espírito e os projetos de bem do Fundador.
Entre os últimos empreendimentos, a apertura de uma casa de acolhimento para crianças na periferia de Manila (2001) e em Cidade do México (2003), uma proximamente em Bucareste (2004) e Fortaleza (2005). No último ano, foram alcançadas novas fronteiras missionárias: em Maputo (Moçambique), com o empenho de abrir um centro para jovens mutilados pelas minas; em Porto Velho (Brasil), em Baga (Togo), em Antsofinondry (Madagáscar), com escolas populares. Novas obras também na Europa oriental, em L’viv na Ucrânia e em Lahiszyn (Bielorússia) com uma casa de misericórdia para pessoas abandonadas e pobres e um santuário. Na Itália, as comunidades orioninas estão empenhadas principalmente na requalificação, e muitas vezes na reconversão das próprias obras, para responder às novas exigências de serviço. (S.L.) (Agência Fides 10/5/2004)

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