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Ciência e Medicina

2003-11-17

AMÉRICA/PERU - A CADA ANO, NO MUNDO, ESTIMAM-SE EM CERCA DE DOIS MILHÕES OS CASOS DE LEISHMANIOSE, MAS APENAS 30% DESSES CASOS SÃO REGISTRADOS. ATUALMENTE, A DOENÇA ATINGE CERCA DE 12 MILHÕES DE PESSOAS: 10 MIL DELAS SE ENCONTRAM NO PERU

Roma (Agência Fides) – Tempos atrás, se dizia que a Leishmaniose peruana tinha seus dias contados, graças à pesquisa de uma vacina realizada por um grupo de especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Trujillo, no Peru. Infelizmente, isso não ocorreu. Existem atualmente cerca de 10 mil pacientes que aguardam tratamento na floresta peruana da região de Madre de Dios, e mais de 800 mil em Cusco. Segundo dados estatísticos recentes, na região de Cusco, existem mais de 1,300 pessoas infetadas por essa grave doença tropical que agride a pele e/ou a mucosa do nariz, da boca e da garganta, conhecida no Peru com o nome de “Uta”. A Leishmaniose atinge os cães e os roedores, e infeta o homem através da picada de alguns mosquitos (flebotomi o pappataci). Trata-se de um parasita de 1 ou 2 milímetros que vive nos lugares úmidos e escuros da floresta.
A cada ano, estimam-se que os casos sejam cerca de dois milhões; desses, somente 30% são referidos. A leishmaniose atinge atualmente cerca de 12 milhões de pessoas. A forma mais grave, o kala-azar, atinge cerca de 500.000 pacientes por ano, dos quais 90% em países em desenvolvimento: Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão, mas a doença também é verificada nas costas do Mediterrâneo, onde atinge sobretudo pessoas infetadas com o vírus HIV e consumidores de drogas. Em caso de guerras ou secas, pode-se desenvolver epidemias: no Sudão meridional, a guerra civil contribuiu para uma das maiores epidemias registradas até o momento, que teve um recrudescimento no final de 2002.
(AP) (17/11/2003 Agência Fides; Linhas:24 Palavras:314)

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