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Especial

2005-11-30

ÁFRICA/ANGOLA - Aumenta o número de soropositivos por causa da mobilidade da população e do escasso conhecimento do vírus

Roma (Agência Fides) - Em Angola, existem somente oito médicos para cada 100.000 habitantes. De 100.000 mães, 1700 morrem durante o parto. Desde o fim da guerra, 4 milhões de pessoas, entre refugiados e desabrigados, voltaram para o país. Paradoxalmente, o isolamento causado pela guerra preservou o país da contaminação da AIDS, mas nos últimos anos, porém, está se assistindo a um aumento do número de soropositivos devido à mobilidade da população e do escasso conhecimento do vírus.
Hoje, a porcentagem de adultos soropositivos é de 3,9%, felizmente, uma média ainda bem abaixo da dramática média de 7,5% atribuída à África Subsaariana. Mas, em Angola, 5% das pessoas contagiadas são mulheres e a porcentagem oscila entre 4,1-7,3% se referida a jovens mulheres entre 15 e 24 anos. Já são 110.000 as crianças órfãs por causa da AIDS no país e as projeções indicam que em 2010 o número triplicará. A mortalidade infantil abaixo dos cinco anos é alta: 262 óbitos por 1000. Em 1970, morriam 300 crianças por mil, desde então, o número certamente não diminuiu sensivelmente. (AP) (Agência Fides 30/11/2005)

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