ÁSIA/FILIPINAS - Lei marcial em Mindanao: um padre e 15 fiéis sequestrados. Destruída a catedral de Marawi

Quarta, 24 Maio 2017 islã   islã político   terrorismo   minorias religiosas   minorias étnicas   violência   igrejas locais  

Marawi City (Agência Fides) – Os terroristas do grupo islâmico “Maute”, que se proclama ligado ao Estado Islâmico, “atacaram a catedral católica de Marawi city e sequestraram cerca de 15 fiéis, dentre os quais um padre, religiosas e alguns leigos que rezavam na igreja”. É o que confirma à Agência Fides o Bispo Edwin De la Pena, que conduz a Prelazia territorial de Marawi city, cidade na ilha de Mindanao, nas Filipinas do Sul. Ontem, cerca de cem militantes do grupo “Maute” ocuparam a cidade e em resposta ao episódio, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, impôs a lei marcial na ilha de Mindanao.
O Bispo disse a Fides: “Hoje é a festa da nossa Prelazia, a festa de 'Maria Auxiliadora'. Os fiéis estavam na igreja para invocar Maria no último dia da novena. Os terroristas invadiram a igreja, levaram os reféns e os conduziram para um local desconhecido. Eles entraram na residência do Bispo e sequestraram o vigário geral, Pe. Teresito Soganub. Em seguida, eles atearam fogo à catedral e ao episcopado. Está tudo destruído. Estamos consternados”.
O Bispo foi salvo porque ontem foi fazer uma visita pastoral à paróquia de um povoado que está localizada fora de Marawi. “Os terroristas ocuparam a cidade. As pessoas estão aterrorizadas e trancadas em casa. Agora, aguardamos a reação do Exército. Agora se espera para retomar a cidade com o menor derramamento de sangue possível. Sobre os reféns não se fala. Nós ativamos nossos canais, a Igreja, os líderes islâmicos e esperamos começar em breve as negociações para que sejam libertados sãos e salvos”, disse ele, observando que nos últimos meses a igreja tinha recebido ameaças.
“A aconteceu - lembra o Bispo - na véspera da festa de Nossa Senhora: a ela pedimos ajuda. A ela que é o auxílio dos cristãos, pedimos a salvação dos nossos fiéis. Só ela pode vir em nosso socorro. Fazemos também um apelo ao Papa Francisco para que reze por nós e possa pedir aos terroristas para libertar os reféns, em nome da nossa humanidade comum. Violência e ódio causam destruição: pedimos aos fiéis de todo o mundo para rezarem conosco pela paz”.
Enquanto isso, em resposta ao ataque, o presidente Duterte interrompeu sua visita a Moscou para voltar às Filipinas e enfrentar a crise. O grupo barricou em Marawi, queimando até mesmo a prisão e duas escolas, mas agora o Exército circunda a cidade. O prefeito de Marawi pediu aos militares para não bombardear a cidade onde vivem cerca de 200 mil civis, em sua maioria muçulmanos. (PA) (Agência Fides 24/5/2017)



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