AMÉRICA/PORTO RICO - "As pessoas sofrem, a crise está piorando em Porto Rico", observa a campanha Jubilee Usa

Sábado, 19 Novembro 2016 política   pobreza   áreas de crise  
Eric LeCompte apresentando o testemunho como diret

Eric LeCompte apresentando o testemunho como diretor-executivo da coalizão “Jubilee USA”

San Juan (Agência Fides) - “As pessoas sofrem, a crise está piorando em Porto Rico”, observou Eric LeCompte, apresentando o testemunho como diretor-executivo da coalizão “Jubilee USA”. LeCompte colabora com vários grupos de especialistas das Nações Unidas sobre dívida. “A reestruturação da dívida é a chave para por fim a esta crise, mas o tempo é curto”. Segundo referido a Fides, o testemunho foi feito no terceiro encontro da Comissão para as Finanças e do Conselho de Administração da crise em Porto Rico (Financial Oversight and Management Board for Puerto Rico, FOMB). É a primeira vez que o Conselho se reúne na ilha. O encontro permitiu ao Conselho debater o primeiro plano fiscal recentemente liberado pelo Governador de Porto Rico, Alejandro Garcia Padilla.
O Conselho tem a autoridade de aprovar ou rejeitar o plano do Governador, que prevê a reforma do Governo, investimentos em infraestruturas e cortes mínimos nos serviços sociais. O Congresso dos EUA criou o Conselho para enfrentar dívida em andamento e a crise fiscal deste país.
Na nota enviada a Fides, lê-se que LeCompte exortou o Conselho a prosseguir na reestruturação da dívida global para a luta contra a pobreza, fazer crescer a economia e proteger os investidores da ilha. A economia de Porto Rico é vulnerável aos abalos externos e exortou o conselho a apoiar a “cláusula furacão” a fim de deter temporariamente os pagamentos da dívida no caso de crises imprevistas.
O diretor de Jubilee USA encerrou sua intervenção com uma declaração de Dom Roberto González Nieves, Arcebispo de San Juan de Puerto Rico e do reverendo Heriberto Martínez, secretário-geral da Sociedade Bíblica de Porto Rico. Esses líderes religiosos estão na vanguarda para defender as comunidades vulneráveis, diante da crise que continua em andamento. “Acreditamos que os planos, as políticas e as reestruturações da dívida devem ser julgados segundo o impacto sobre as populações vulneráveis”, disse LeCompte. "Aqueles que não fizeram nada para criar esta crise, estão suportando o peso de alguns dos aspectos piores da crise”, concluiu. (CE) (Agência Fides, 19/11/2016)


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