ÁSIA/JORDÂNIA - Iniciado o encontro das Igrejas do Oriente Médio: “Não lutamos contra forças humanas, mas contra os senhores das trevas”

Quarta, 7 Setembro 2016 igrejas orientais   sectarismos   terrorismo   diálogo  

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Amã (Agência Fides) – A luta que envolve os cristãos do Oriente Médio, nesta trágica fase de sua história, “não é contra as forças humanas, nem contra carne e sangue, mas contra os principados e o poder, contra os senhores das trevas deste tempo, contra as fileiras do mal em lugares ligados ao céu”. Com estas palavras, o Patriarca greco-ortodoxo Theophilos III de Jerusalém delineou o cenário de características escatológicas em que se inserem também as emergências e dramas vividos pelas comunidades cristãs na região abalada por guerras e fanatismos ferozes. E o fez ontem, terça-feira 6 de setembro, abrindo em Amã a XI Assembleia geral do Conselho das Igrejas do Oriente Médio (Middle East Council of Churches), da qual participaram 22 líderes e representantes oficiais de Igrejas e comunidades cristãs espalhadas na área. O título do encontro, extraído do salmo 118 (“Celebrem o Senhor porque é bom, a sua misericórdia dura em eterno”) repropõe a vocação dos cristãos como instrumentos de misericórdia naquela parte do mundo devastada pela violência, injustiças, conspirações e confrontos pelo poder.
“Diante da situação atual e das duras condições da região”, acrescentou o Patriarca Theophilos em seu discurso de abertura, “é obrigatório que nossa atenção se concentre na necessidade de reduzir os sofrimentos humanos” e em “proteger a presença cristã. Esta – destacou o Chefe da Igreja greco-ortodoxa de Jerusalém – é a nossa responsabilidade, e nós não podemos e não devemos esperar que outros o façam no nosso lugar”.
Muitos pronunciamentos dos líderes e dos representantes das Igrejas – do Patriarca copta-ortodoxo Tawadros ao Patriarca sírio-ortodoxo Ignatius Aphrem II, do Catholicos armênio Aram I ao Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia Yohanna X – enfrentaram detalhadamente as muitas emergências das comunidades cristãs médio-orientais neste momento histórico. Muitos destacaram a necessidade de encontrar novos caminhos eficazes para viver a comunhão entre os batizados e a urgência de alimentar a tradição de convivência e diálogo entre cristãos e muçulmanos, para enfrentar juntos a doença dos sectarismos fanáticos e encontrar as vias para consolidar também nos países médio-orientais os princípios de cidadania e de plena igualdade entre os cidadãos diante da lei. (GV) (Agência Fides 7/9/2016)



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