AMÉRICA/COLÔMBIA - Esperanças de negociações de paz com o ELN para “colocar fim a esta guerra que não tem sentido”

Sexta, 1 Abril 2016 violência   grupos armados   política   bispos  

CEC

Conversações de paz com o ELN

Bogotá (Agência Fides) – O Arcebispo de Tunja e Presidente da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Dom Luis Augusto Castro, expressou otimismo sobre o acordo para a abertura das negociações de paz entre o governo e o ELN (Exército de Libertação Nacional). “Esperamos que, como resultado deste processo, este grupo (ELN) consiga se integrar na sociedade, para por fim a esta guerra que não tem sentido”, afirmou o Arcebispo.
A nota enviada à Fides pela CEC informa que a Igreja colombiana nestes últimos dias recebeu uma carta do ELN pedindo que estivesse presente na mesa das negociações. Uma vez divulgado o processo, prévia consulta com o Presidente da República e a Comissão para a Paz, foi dada a resposta positiva; portanto, será dado todo o apoio possível a este diálogo, na esperança de oferecer uma contribuição positiva. Todavia, sublinha a nota, as conversações com o grupo de guerrilheiros são condicionadas pelo fato que o ELN não deve deter nenhum refém.
O governo Colombiano informou que o lugar para o diálogo com o ELN será o Equador. Os garantes destes novos diálogos serão o Equador, Venezuela, Brasil, Noruega, Chile e Cuba. Segundo dados coletados pela Fides, datam de 2014 os primeiros contatos entre o governo colombiano e o ELN, mas devido às ações violentas do grupo guerrilheiro, nada foi concretizado até ontem. De fato, o ELN foi autor das ações mais sangrentas dos últimos tempos da história colombiana. Nascido em 1964, o ELN parece contar mais de 2000 homens.
Em relação aos diálogos de paz com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em andamento em Cuba, as partes não conseguiram encontrar um acordo final na semana passada, data máxima estabelecida. Apesar disso, a comunidade colombiana já fala de pós-conflito com as FARC, da transformação deste grupo em partido político e da formação de tribunais especiais para julgar os crimes cometidos durante a sua guerrilha.
(CE) (Agência Fides, 01/04/2016)


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