ÁFRICA/EGITO - Grande Imame de al-Azhar: O que os líderes das Igrejas que aceitam casamentos homossexuais nos EUA dirão a Jesus?

Quarta, 24 Fevereiro 2016 islã  

Jacarta (Agência Fides) – O Ocidente está difundindo a homossexualidade e “infelizmente, alguns líderes de Igrejas nos EUA aceitam os matrimônios homossexuais. Eu me questiono o que resta da Bíblia nestas Igrejas. E o que dirão diante de Jesus, a paz esteja com ele”. Com estas palavras, o xeque egípcio Amhed al Tayyeb, grande Imame da universidade islâmica sunita de al Azhar, quis externar o seu pensamento a respeito das decisões de algumas realidades cristãs estadunidenses – como a Presbyterian Church USA – que nos últimos tempos modificaram seus estatutos internos com o objetivo de reconhecer as uniões entre pessoas do mesmo sexo como matrimônio.
As declarações – referem fontes egípcias consultadas pela Agência Fides – foram divulgadas pelo representante da mais prestigiosa academia teológica sunita na Indonésia, durante um encontro com perguntas e respostas na Universidade islâmica de Syarif Hidayatullah, em South Tangerang. O grande imame al Tayeeb também acrescentou que os grupos gay intervêm em campanhas eleitorais e a questão homossexual é utilizada como tema para se obter consenso político.
O Grande Imame está pela primeira vez na Indonésia – onde encontrou-se com o Presidente Joko Joko Widodo – para participar de um encontro internacional convocado pelo Conselho muçulmano dos idosos, a organização sediada em Abu Dhabi, criada para favorecer uma maior tolerância entre as diferentes correntes do Islã. Em algumas declarações, difundidas pela imprensa indonésia, o xeque al Tayyeb ressaltou que neste momento histórico, o maior desafio para o mundo islâmico é o fato que “as diferenças entre as doutrinas não são toleradas e se tornam um pretexto para a violência”. Segundo o Grande Imame de al Azhar, “não há algum mal em seguir uma determinada escola ou doutrina, mas ninguém pode afirmar que representa, de modo exclusivo o verdadeiro e autêntico Islã”. A guerra que destruiu a Síria, o Iraque e o Iêmen – acrescentou al Tayyeb - “foi provocada pela divisão entre sunitas e xiitas”. (GV) (Agência Fides 24/2/2016).


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