ÁFRICA/UGANDA - “A vitória de Museveni deve ser contestada nas cortes ugandenses antes de se dirigir às internacionais”, disse um jurista eminente

Terça, 23 Fevereiro 2016 eleições  

Kampala (Agência Fides) - “Até mesmo uma eleição roubada não é uma desculpa para a violência.” Este é o apelo lançado por Julia Sebutinde, magistrado da Corte Internacional de Justiça, depois de que o Presidente em fim de mandato, Yoweri Museveni, foi declarado reeleito nas eleições realizadas, em Uganda, na semana passada (veja Fides 19/2/2016). Segundo a Comissão eleitoral, Museveni obteve 60,8% dos votos contra 35,4% de seu principal opositor Kizza Besigye.
Este último, preso e libertado várias vezes durante a campanha eleitoral e durante as eleições, pediu para que seja feita uma verificação internacional dos resultados das eleições, a seu ver cheias de irregularidades.
Segundo a juíza Sebutinde, antes de recorrer a uma instância judiciária internacional é preciso passar pela justiça ugandense: “Queremos ver os perdedores resolverem as questões nas cortes de justiça domésticas”, disse a senhora Sebutinde, que lançou um apelo para que o sistema judiciário local “resolva com rapidez as disputas de forma imparcial e satisfatória”. Somente depois de sua eventual falência, será possível afirmar: “fizemos todo o possível para resolver a questão de maneira pacífica”.
Os observadores eleitorais internacionais afirmaram que as eleições faltam de transparência suficiente para serem consideradas realmente corretas. Em Kampala, segundo notícias enviadas à Agência Fides, não se verificaram acontecimentos de relevo, mas a situação permanece tensa. (L.M.) (Agência Fides 23/2/2016)


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