ÁFRICA/GANA - Preocupação no país pela chegada de dois ex-detentos de Guantanamo

Sexta, 22 Janeiro 2016 terrorismo   bispos  

Accra (Agência Fides) – Duas importantes associações do laicato católico se uniram ao apelo lançado pelos Bispos de Gana para que o governo de Accra reveja a decisão de acolher dois ex-detentos na base militar estadunidense de Guantanamo (Cuba). Em 11 de janeiro, a Conferência Episcopal de Gana publicou uma declaração em que afirmava: “Neste ano eleitoral, esperamos que o nosso governo focalize sua atenção na garantia da paz e da segurança do país (...) e não coloque em risco a segurança de nossa terra hospedando dois terroristas”.
Gana se comprometeu em hospedar pessoas provenientes de áreas de crise, como Ruanda, Síria e Iêmen, e aceitou acolher dois ex-detentos de Guantanamo, Mahmud Umar Muhammad Bin Atef e Khalid Muhammad Salih Al-Dhuby, depois de um acordo alcançado com autoridades de Washington. A decisão está suscitando um aceso debate em Gana.
Os Knights and Ladies of Marshall e a Kumasi Province of the Association of Catholic Teachers (ACT) também deram apoio aos Bispos.
Em declaração, os Knights and Ladies of Marshall afirmam “associar-se às preocupações de diversos grupos da sociedade civil de Gana, inclusive a Ghana Catholic Bishops Conference e o Christian Council of Ghana, sobre o fato que a questão dos dois ex-presos de Guantanamo é totalmente diferente das solicitações de asilo apresentadas por outros refugiados”.
De modo especial, observa-se que “o Ministério do Interior declarou não ter tomado parte da discussão” sobre a acolhida dos dois homens, destacando que “embora o governo afirme que os dois ex-detentos não constituem um risco para a segurança, nos questionamos por que são mantidos no complexo da Segurança Nacional e seus movimentos controlados 24 horas por dia, 7 dias por semana”. (L.M.) (Agência Fides 22/1/2016)


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