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2014-05-20

ÁSIA/TAILÂNDIA - Proclamada a lei marcial: para a Igreja é urgente "abrir um canal entre as partes"

Bangcoc (Agência Fides) - "Há muito tempo estávamos numa situação de impasse institucional. Na incerteza e na precariedade, a população apreciou a intervenção do Exército que não é um golpe de Estado, mas que serve para evitar a violência e o caos que prejudicaria ainda mais o país: esta é a finalidade da lei marcial. Numa situação polarizada, é urgente abrir um canal entre as partes para resolver a crise institucional". Com estas palavras, Mons. Andrew Vissanu Thanya-Anan, Secretário-Geral Executivo da Conferência Episcopal da Tailândia, conversou com a Agência Fides sobre a situação no país depois que o Chefe do Exército, General Prayuth Chan, declarou a lei marcial para toda a nação.
O comandante, ressaltando a necessidade de garantir a paz e a ordem, pediu à população para "continuar a vida como de costume". A lei dá aos militares o poder de usar armas para reprimir desordens, confiscar qualquer edifício, censurar a informação, proibir reuniões públicas, prender suspeitos e ativar o tribunal militar.
Mons. Andrew Vissanu Thanya-Anan explicou à Fides: “A Igreja Católica acompanha com muita atenção o desenvolvimento da situação e mantém uma bússola: a paz e a reconciliação nacional. Rezamos e unimos os nossos esforços com os líderes de outras religiões, como budistas, hinduístas e muçulmanos. Quando a população tailandesa ver que os líderes religiosos estão unidos, de mãos dadas, pela paz, os corações e nas mentes serão fortemente influenciados, e haverá consequências também no futuro do país”.
O procedimento dos militares se dá após o aumento da tensão social e política que se registra no país, aonde o governo eleito da premiê Yingluck Shinawatra foi demitido por uma sentença da Corte Suprema (por abuso de poder) e substituído por um governo provisório. Na sociedade tailandesa, desencadeou-se novamente o confronto entre uma facção anti-governamental (as camisas amarelas) expressão da burguesia urbana, e uma leal ao governo Shinawatra (as camisas vermelhas), formada por agricultores e população rural. Nos últimos dias, os atritos entre manifestantes causaram 28 mortos e centenas de feridos. Dentre as facções, estão também grupos armados, o que induziu a intervenção do exército. (PA) (Agência Fides 20/5/2014)

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