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2014-03-12

AMÉRICA/NICARÁGUA - Plena disponibilidade dos Bispos em dialogar com o governo sobre temas de interesse nacional

Manágua (Agência Fides) – A Conferência Episcopal da Nicarágua manifestará por escrito ao Presidente Daniel Ortega a sua total disponibilidade a dialogar com o governo: é o que anunciou Dom René Sócrates Sándigo Jirón, Bispo de Juigalpa e Presidente da Conferência Episcopal (CEN). “Queremos ver a possibilidade de tratar os problemas de interesse nacional e avaliar juntos a realidade nacional nicaraguense, e não há nada melhor do que fazê-lo com o chefe da administração do Estado”, disse Dom Sándigo Jirón durante a coletiva de imprensa depois do segundo dia de trabalhos da Conferência Episcopal, em Manágua.
Domingo passado, o novo Cardeal da Nicarágua, Leopoldo Brenes, depois da celebração da Missa em Matagalpa, preanunciou que a Conferência Episcopal, reunida desde segunda, 10 de março, para analisar a situação nacional, estava bem disposta a dialogar com o governo. Segundo a nota enviada à Agência Fides por uma fonte local, o Cardeal Brenes recordou o encontro por ocasião do centenário da província eclesiástica, quando o Núncio apostólico convidou para o almoço todos os Bispos, o Presidente da República e a primeira-dama, além de membros de sua família (veja Fides 04/12/2013). A Igreja católica sempre se mostrou disponível ao diálogo e o pediu publicamente tempos atrás (veja Fides 21/10/2013). Ontem, o Presidente da CEN anunciou: “Este encontro deve ser concretizado, queremos apresentar as nossas propostas recolhidas por todas as Dioceses. Há temas que dizem respeito à vida social dos nossos cidadãos: a família, a instrução, a saúde, a segurança pública e os direitos humanos; o problema da droga entre os jovens, o problema dos cárceres, o impacto das minas no meio ambiente, a ética moral das instituições”. Entre o governo do presidente Ortega e a Igreja católica há boas relações, mas muito distantes porque os Bispos criticaram a atuação das autoridades em relação ao uso dos símbolos religiosos em manifestações públicas, a concentração do poder de representação (veja Fides 23/11/2013) e as acusações de presumível fraude que circundaram as eleições de 2007 (veja Fides 16/07/2012), quando os sandinistas retornaram ao poder. (CE) (Agência Fides, 12/03/2014)

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