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2014-03-12

ÁFRICA/REP. CENTRO AFRICANA - “Em Bozoum a situação melhorou, mas o resto da nação permanece na precariedade”, disse um missionário

Bangui (Agência Fides) - “Em Bozoum as condições de segurança estão sendo melhoradas, pelo menos se conseguiu bloquear a maior parte da violência e do roubo que ocorreram nos últimos dias", diisse à Agência Fides Pe. Aurelio Gazzera missionário carmelita em Bozoum, no noroeste da República Centro-Africana, onde a situação continua precária por causa da violência e represálias entre os ex-rebeldes e grupos Seleka e os grupos "anti-balaka". Seleka é uma coalizão de grupos rebeldes, na sua maioria composta por muçulmanos que haviam tomado o poder na República Centro-Africana em março de 2013 para em seguida serem expulsos por grupos de anti-balaka, muitas vezes descritos como composto por cristãos (embora a história desses grupos seja mais complexa, veja Fides 27/01/2014). O anti-balaka foram responsáveis, por sua vez, de crimes contra os muçulmanos, mas também contra os cristãos que assumiram suas defesas.
"É uma situação preocupante em Bangui, capital, e no centro-norte do país, onde se concentram grupos os Seleka e seus grupos aliados que continuam a representar uma ameaça para os centros urbanos, como Kaga Bandoro e Bambari – disse o missionário. Entre outras coisas, os rebeldes continuam a perseguir a ideia de dividir essas áreas do resto da República Centro-Africana".
No plano alimentar Pe. Gazzera relata que "graças às patrulhas francesas e da MISCA (Missão Africana na República Centro-Africana) os suprimentos, embora com dificuldade, chegam dos Camarões, embora ainda permenece grave a situação dos refugiados e pessoas deslocadas". " Na missão católica de Carnot - disse o Pe. Gazzera - por exemplo, ainda há milhares de pessoas deslocadas e, em geral, enquanto a maioria dos muçulmanos partiu por causa da violência do anti-balaka, que permaneceu tem ainda medo e poucos retornaram às suas aldeias de origem".
O missionário enfim lembra a visita feita na semana passada dos líderes da "plataforma de religiosos para a paz" (veja Fides 08/3/02014), Dom Dieudonné Nzapalainga, Oumar Kobine Layama, respectivamente arcebispo e imame de Bangui, e o Pastor Nicolas Grékoyamé-Gbangou, presidente das Igrejas Evangélicas. "Os três líderes religiosos participaram da reunião que todas as manhãs fazemos em Bozoum com as poucas autoridades que permaneceram e com as pessoas de boa vontade, a fim de coordenar a gestão dos assuntos públicos. O seu encorajamento foi para nós de grande ajuda", concluiu Pe.Gazzera.
(L.M.) (Agência Fides 12/3/2014)

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