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2014-02-27

ÁSIA/JORDÂNIA - Tensões com Israel nos Lugares Santos. O Arcebispo Lahham: chega de provocações

Amã (Agência Fides) – A maioria dos parlamentares jordanianos votou a favor de uma moção que pede para expulsar do país o embaixador israelense e pedir a volta ao país do embaixador em Israel. O voto, ocorrido quarta-feira, 26 de fevereiro, representa uma forte reação dos representantes políticos jordanianos diante da medida do Parlamento israelense, em que o Likud apresentou um projeto de lei que visa revocar o status de custódio dos Lugares Santos muçulmanos em Jerusalém reconhecido à Jordânia e sancionado também pelo tratado de paz assinado entre Israel e a Jordânia em 1994.
A proposta de cancelar arbitrariamente as prerrogativas jordanianas nos Lugares Sagrados Muçulmanos em Jerusalém – e de modo especial, na Esplanada das Mesquitas – foi adiantada por Moshe Feiglin, líder de uma facção extrema do Likud que combate a solução “dois povos-dois Estados”, reivindica a plena e exclusiva soberania israelense também sobre a Esplanada das Mesquitas e patrocina a anexação a Israel dos territórios palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
“O voto dos parlamentares jordanianos – explica à Agência Fides o Arcebispo Maroun Lahham, Vigário patriarcal para a Jordânia do Patriarcado latino de Jerusalém - não me surpreende. Mesmo que os dois países tenham assinado um acordo de paz, foi um acordo entre líderes políticos e não entre povos. O voto do parlamento jordaniano é um gesto demonstrativo, para demonstrar a Israel que existe uma linha vermelha que não pode ser violada”. Além disso – acrescenta o Arcebispo Lahham – “a proposta apresentada à Knesset tem apenas o efeito de aumentar a tensão entre Israel e os muçulmanos que moram nos países vizinhos, como ocorre com os ataques provocatórios de extremistas israelenses na Esplanada das Mesquitas, com a proteção do exército. Os israelenses conhecem a sensibilidade de muçulmanos e cristãos com a questão dos Lugares sagrados. Agora, que existe um processo de paz, pergunto-me qual é o sentido de atos provocatórios como estes. Ao invés, é preciso realizar gestos de verdadeira reconciliação”. (GV) (Agência Fides 27/2/2014).

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