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2014-02-06

AMÉRICA/BRASIL - Card. Filoni: “O anúncio ad gentes é parte da responsabilidade que todas as Igrejas particulares têm com Cristo”

Rio de Janeiro (Agência Fides) – ““Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!!”: relançando este apelo do Papa Francisco em sua Exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (80), o Card. Fernando Filoni concluiu sua terceira palestra ontem, 5 de fevereiro, no curso de estudos que reúne no Rio de Janeiro 97 Bispos brasileiros (veja Fides 03/02/2014;04/02/2014;06/02/2014).
Detendo-se na “fenomenologia da consciência missionária hoje”, o Prefeito do Dicastério Missionário se inspirou nos documentos do Magistério surgidos no Concílio, e de modo especial, na Exortação do Santo Padre, relevando que “o Papa Francisco considera a perspectiva missionária uma exigência inderrogável”.
Ilustrando um quadro das transformações sofridas pela “missio ad gentes” nos cinquenta anos pós-conciliares, o Cardeal identificou alguns macro-fenômenos: a forte perda de sentido missionário nas vocações, apesar de que na Igreja fosse alta a sensibilização em relação ao processo de desenvolvimento dos povos; o aumento da solidariedade eclesial aos países missionários e em desenvolvimento; os primeiros passos do laicato católico no campo da cooperação missionária; a consolidação das vocações fidei donum e o desenvolvimento, em várias formas, da cooperação entre as Igrejas. O Cardeal precisou que “esta cooperação entre Igrejas particulares não pode e não deve se substituir à solicitude que o Papa, como Pastor da Igreja universal, tem com toda a Igreja, com o fim de assegurar que às Igrejas missionárias nunca falte o mínimo necessário ao próprio sustento. Equanimidade que hoje é garantida pelas Pontifícias Obras Missionárias”.
O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos levou em consideração a evangelização ad gentes nos países de tradição cristã: “Não mantendo mais a característica de homogeneidade de antigamente, estas Igrejas devem enfrentar a visível perda de fé de suas populações, com a presença agressiva de muitas seitas e com a expansão do Islã, do Budismo e do Hinduísmo, depois da movimentação de milhões de migrantes por motivos de trabalho ou por conflitualidades políticas, militares e religiosas, ou pelo fenômeno da mobilidade turística”. O Cardeal atraiu a atenção para a “missio ad gentes, que deverá ser levada em consideração, de modo variavelmente amplo, nas dioceses que antigamente tinham uma fisionomia homogênea ou eram historicamente marcadas pela presença cristã não-católica, ao lado da católica”. Neste contexto, uma grande obra missionária pode ser realizada pelos Movimentos laicais e pelas Associações de fiéis. Alguns deles “adquiriram uma consciência missionária extraordinária, que deveria ser mais valorizada pelos Pastores”.
Enfim, o Card. Filoni evidenciou que “um dos aspectos de mostram o incremento na consciência missionária dentro da Igreja latino-americana, e brasiliana especialmente, é vista na celebração de frequentes Congressos missionários”, extensos a todo o continente. O cardeal exortou a “dar e fazer mais”, e augurou à Igreja no Brasil “uma profunda consciência missionária, não só ad intra, mas também ad gentes, na consciência de esta Igreja madura não deixará de ter no coração a obra missionária no mundo e o entusiasmo pela evangelização, semente de renovação espiritual e moral de nosso povo”. (SL) (Agência Fides 06/02/2014)

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