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2014-01-20

ÁSIA/MIANMAR - Na Semana para a Unidade, os cristãos pedem ao governo a restituição de terrenos e escolas

Rangum (Agência Fides) – “Hoje somos batizados no Jordão do novo Mianmar. Jesus, depois do batismo, iniciou sua missão. Hoje enfrentamos como nação, uma nova era, com todas as suas oportunidades. Sofremos durante décadas, hoje temos uma missão importante a desempenhar no país”: é o que afirma o Arcebispo Charles Maung Bo, de Rangum, em carta pastoral divulgada para a “Semana de Unidade dos cristãos”. Em virtude da missão a realizar – observa o texto, enviado pelo Arcebispo à Fides – as Igrejas pedem ao governo a restituição dos terrenos e escolas confiscados no passado pelo regime militar.
Inspirado na exortação do Papa Francisco “Evangelii Gaudium”, Dom Bo convida a “ver o mundo com os olhos dos pobres e dos mais vulneráveis”, questionando-se quem são eles nas terras birmanesas: “São os refugiados birmaneses na Malásia, Tailândia, e Índia. Nossa nação tem três milhões de refugiados e desabrigados que precisam de nossos cuidados”, afirma.
Outra realidade a se considerar é o tráfico de seres humanos numa nação ferida por este fenômeno: “Nossos jovens são vendidos em formas modernas de escravidão, para o comércio sexual e de trabalho”. É preciso dar atenção aos jovens envolvidos pela droga e a AIDS. “Em muitas aldeias e cidades, a geração dos jovens carece de tudo: nos altares da avareza, os senhores da droga sacrificaram os nossos jovens”.
Um problema que interpela os cristãos – nota a carta – é a confiscação das terras: “Os ricos que viviam oprimindo o povo durante o regime militar continuam a se alimentar com as vísceras dos pobres. Nós, como cristãos, estamos entre as vítimas do land grabbing”.
A denúncia do Bispo toca uma questão-chave: “Como Igreja, hoje pedimos ao governo a restituição de nossas terras e escolas. A Igreja fez um ótimo trabalho no campo da instrução e da saúde. Muitas escolas em Mianmar foram abertas pelos cristãos. Não reconhecendo esta preciosa contribuição, o ex-regime confiscou nossas propriedades e nossas escolas. Para contribuir com o desenvolvimento da nação, pedimos que estas estruturas nos sejam devolvidas. É um direito cultural”. O texto conclui: “Existe uma nova esperança em Mianmar. Unamo-nos para servir nossa pátria. A unidade dos cristãos não está apenas dentro das igrejas, ou em discursos teológicos, mas em um novo Mianmar”. (PA) (Agência Fides 20/1/2013)

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