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2013-12-02

ÁSIA/FILIPINAS - Um prêmio ao movimento “Silsilash”, que escolheu “o caminho do diálogo”

Tóquio (Agência Fides) – “Escolhemos o caminho de quem vive e promove uma cultura do diálogo a partir de uma transformação pessoal, em meio às divisões e conflitos. Este é, para nós, o melhor modo de trabalhar juntos para a transformação social, rumo a uma visão de paz”. Assim se expressou o pe. Sebastiano D’Ambra, missionário PIME, recebendo, em nome do movimento “Silsilah”, ativo no sul das Filipinas desde 1984, o prestigioso “Goi Peace Award 2013”. O prêmio foi entregue em 27 de novembro passado em Tóquio, numa celebração organizada pela “Goi Foundation”, e intitulada “Construir uma cultura do diálogo pela paz”.
Entre os apóstolos e as testemunhas que atuaram no movimento “Silsilah” (que significa “cadeia”), pe. D’Ambra citou, no discurso enviado à Agência Fides, o seu co-irmão pe. Salvatore Carzedda, PIME, morto em Zamboanga em 20 de maio de 1992, justamente durante um curso de verão para o diálogo entre cristãos e muçulmanos, organizado por Silsilah. A seguir, recordou todos os outros sócios, agentes e voluntários que nesses quase 30 anos de atividades ofereceram empenho, energias e toda a vida para a obra do movimento. O slogam “Silsialh” é “Padayon!”, que significa “Vamos avante!”, para expressar a determinação em viver e promover a cultura do diálogo na sociedade.
A Fundação Goi reconheceu em “Silsilah” não ter contribuído somente a “fazer progredir o processo por uma paz duradoura em suas comunidades”, mas também por ter inspirado muitas pessoas em todo o mundo “com o exemplo de verdadeiro diálogo baseado em valores espirituais”.
“Eu lhes agradeço muito por ter apreciado o nosso esforço e a nossa missão, baseada em valores espirituais”, disse D’Ambra. “Continuamos a acreditar que o diálogo e a paz devem se basear em valores espirituais. O diálogo muitas vezes é considerado uma estratégia, mas para nós o diálogo é, antes de tudo, uma espiritualidade, porque consideramos o diálogo uma expressão do amor em ação, do silêncio e da harmonia”. “Guiados pela consciência de que o diálogo parte de Deus e conduz as pessoas a Deus, promovemos uma espiritualidade da ‘vida-em-diálogo’, que desafia todos nós, pessoas de diferentes culturas e religiões, a caminhar juntos pela harmonia, pela solidariedade e pela paz”, explicou.
O missionário recordou aqueles que sofrem por causa da violência na Síria, Egito, Paquistão e em muitas outras parte do mundo onde “a avidez de poder, muitas vezes piorada pelas indiferenças culturais e religiosas, estão transformando a casa comum deste mundo numa casa dividida. O grito dos pobres e as muitas vítimas da violência nos lembram a urgente necessidade de trabalhar juntos para o bem comum”.
Pe. D’Ambra lançou um apelo: “É tempo para nós de recomeçar a convidar muçulmanos e cristãos a reconstruírem a cultura do diálogo baseado nos valores espirituais. A cultura do diálogo é dinâmica, mas inicia do ponto em que nos encontramos, a nossa cultura e da nossa religião, e vai além do medo e do conflito”. (PA) (Agência Fides 2/12/2013)

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