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2013-11-29

ÁFRICA/REPÚBLICA CENTRO AFRICANA - “Enviem logo forças de paz. O custo do atraso é incalculável”, disse o Arcebispo de Bangui

Bangui (Agência Fides) - “Precisamos urgentemente de um apoio forte e bem treinado sob uma estrutura de comando clara, com um mandato específico e resistente para proteger os civis dos ataques brutais e rapidamente restaurar a segurança." Este é o apelo lançado às Nações Unidas pelo Bispo Dieudonné Nzapailanga, Arcebispo de Bangui, capital da República Centro-Africana, país que corre o risco de se afundar no caos e na violência de uma guerra civil generalizada (veja Fides 21/11/2013).
Referindo-se às forças de paz já colocadas no país pelos Estados africanos vizinhos, o Arcebispo de Bangui disse que "até agora as forças da União Africana não foram capazes de fornecer isso. Temos a oportunidade de prevenir uma rápida deterioração da violência. O custo do atraso é incalculável". A força africana, conhecida pelo nome de FOMAC, até agora implantou no país, cerca de 2.200 militares, em grande parte insuficientes para garantir a segurança de um território tão vasto. A FOMAC conforme prevê uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU deve se transformar numa força das Nações Unidas, a MISCA, aumentada para 3.600 homens. "Enquanto nós estamos aliviados porque que a comunidade internacional finalmente voltou sua atenção para República Centro-Africana, as expectativas das pessoas são muito mais altas", disse Dom Nzapailanga. "Como pode uma força mal equipada e limitada a apenas 3.600 homens impor a paz e a segurança num país grande duas vezes e meio o Reino Unido? Deve-se avaliar atentamente a proposta feita pelo Secretário-Geral da ONU de aumentar o número de tropas para pelo menos 9.000 unidade", concluiu o Arcebispo.
Nesse meio tempo começou o envio de tropas adicionais que a França decidiu enviar ao país em apoio aos já presentes em Bangui. Paris tem a intenção de implantar um total de mil homens na República Centro-Africana que vai tirar proveito de uma resolução especial da ONU que a diplomacia francesa apresentou nas Nações Unidas a ser aprovada pelo Conselho de Segurança. (L.M.) (Agência Fides 29/11/2013)

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