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2013-10-17

ÁSIA/PAQUISTÃO - Um Pastor protestante e dois fiéis acusados de blasfêmia; outros líderes ameaçados

Lahore (Agência Fides) – O Pastor cristão protestante Adnan e dois fiéis, Arfan e Mushtaq Masih, moradores em Lahore, foram acusados e denunciados formalmente por “blasfêmia”. Como apurado pela Fides, a denúncia foi formalizada pelo muçulmano Abid Mehmood, que acusa os três de terem escrito e pronunciado comentários ofensivos sobre o islã no texto “Porque nos tornamos muçulmanos”, escrito por Maulana Ameer Hamza, um dos mais importantes líderes da organização extremista paquistanesa “Jamaat-ud-Dawah” (JuD). Segundo a denúncia, o episódio de blasfêmia aconteceu em 8 de outubro na loja de Mushtaq Masih, que se encontra no bairro de “Lala zar Colony”, em Lahore. Os cristãos que moram no bairro estão agora preocupados e terrorizados, pois temem atos de represália por parte dos militantes islâmicos, nota à Fides a Ong LEAD, sobretudo depois dos recentes ataques de Peshawar.
Prosseguem, no entanto, atos de intimidação contra os líderes cristãos da organização “All Pakistan Christian League” (APCL), engajada na defesa das minorias cristãs no Paquistão: é o que informa à Fides uma nota do líder da APCL, Nawaz Salamat, que se diz “muito preocupado pela segurança de nossos membros, nas diversas províncias”. Alguns meses atrás, os ativistas da APCL foram sequestrados e agredidos em Karachi, e sucessivamente Zeeshan Joseph e Almas Bhatti, ativistas APCL em Punjab, receberam graves ameaças. “Na semana passada, outro membro da APCL, Maqbool Khokhar, foi atacado e agredido por extremistas em plena noite”. “Os líderes da APCL – informa Salamat – continuam a receber telefonemas de ameaça intimando o fechamento de todas as atividades da organização. Caso contrário, serão queimados vivos com suas famílias”. Segundo Nawaz Salamat, “a maior atenção” dos extremistas à APCL se deve ao rápido crescimento político e de visibilidade obtido pelo movimento. Muitos ativistas da APCL, nos últimos anos, tiveram que deixar o país por razões de segurança. (PA) (Agência Fides 17/10/2013)

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