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2013-09-28

ÁSIA/SÍRIA - Misseis sobre igrejas, batalhas em Sednaya, histórica sede da cristandade

Damasco (Agência Fides) – Aumenta dia após dia a preocupação dos cristãos sírios: depois de Maalula, vilarejo ao norte de Damasco invadido por grupos jihadistas, agora está em risco Sednaya, outro vilarejo cristão ao norte de Damasco, “coração pulsante do cristianismo sírio”, sede de inúmeros mosteiros e igrejas de várias confissões e histórico lugar de peregrinações. Além disso, prosseguem ataques que têm como alvo preciso as igrejas: como apurado por Fides, ontem foram atingidos dois templos, em Yabroud e Hassakè. “Nunca na história da Síria tínhamos registrado esses ataques confessionais e sectários. Os sírios jamais o fariam, são ataques de grupos estrangeiros e isso é um perigo para nós cristãos. Continuamos a rezar pela paz, seguindo a estrada traçada pelo Papa Francisco”, comenta entristecido à Agência Fides o Patriarca greco-católico Gregório III Laham.
Segundo o que disse o Patriarca, ontem às portas do vilarejo de Sednaya houve um confronto armado entre grupos não identificados, que tentavam entrar na cidade, e as pessoas do lugar. Um jovem greco-católico foi morto. A população de Sednaya está terrorizada, recordando o que aconteceu em Maalula.
Enquanto isso, ontem quatro mísseis atingiram a Igreja Católica de S. Jorge em Yabroud, causando graves danos na cúpula e no centro de catequese e pastoral. O Arcebispo melquita Jean-Abdo Arbach, que administra a igreja, foi ao local para verificar os danos e confortar os fiéis amedrontados. À noite, segundo o que foi referido a Fides por fontes locais, foi incendiada uma igreja ortodoxa em Hassake, enquanto dois dias atrás grupos islamistas desconsagraram duas igrejas em Raqqa, removendo cruzes e imagens sacras. Os cristãos de Raqqa, explica a Fides o padre sírio-ortodoxo pe. Boulos George, foram obrigados a fugir, sobretudo a Hassake e Qamishli, e são vítimas de uma “discriminação religiosa”. Na área de Raqqa – onde foi sequestrado o jesuíta pe. Paolo Dall’Oglio – se registram ferozes confrontos entre grupos islâmicos que combatem entre si. O “Estado islâmico do Iraque e da Síria” combate contra “Jubhat al Nosra” e contra a unidade do Exército Livre Sírio (FSA ). “É um conflito por poder e dinheiro”, nota o sacerdote.
Falando à Fides, um veterano do FSA observa: “Para nós torna-se impossível proteger os mais frágeis, como as minorias religiosas. Em alguns lugares gostaríamos de ser ajudados também pelo exército regular, porque vimos assassinatos bárbaros”. Segundo fontes da Fides, “o objetivo destas ações contra as minorias é demonstrar-lhes que é impossível viver aqui, e fragmentar a Síria com base confessional”. (PA) (Agência Fides 28/9/2013)

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