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Africa

2013-02-04

ÁFRICA/SOMÁLIA - Continua alto o risco de explosivos espalhados por todo o país

Mogadíscio (Agência Fides) – As milhares de minas antipessoais e outros engenhos não detonados (UXO) espalhados em diversas áreas da Somália nas últimas décadas de conflito estão constituindo uma nova fonte de ameaça para a segurança relativa alcançada no país. Segundo especialistas, faltam instrumentos adequados para desativar o material bélico. A região leste do confim Somália-Etiópia é uma das mais contaminadas por UXOs, semeados durante a guerra, em 1977. São igualmente infestadas as cidades envolvidas nos recentes conflitos entre tropas governamentais e o grupo de milicianos rebeldes de Al-Shabab. Segundo o Escritório das Nações Unidas encarregado das operações anti-minas (UNMAS), outra ameaça seriam as fábricas que conservam acúmulos de explosivos, armas abandonadas, munições e engenhos explosivos (IED). O UNMAS acredita que a maior parte das comunidades do sul e do centro da Somália estão altamente infestadas por resíduos bélicos explosivos (ERW) e em poucas destas áreas existem competência e suporte necessários para enfrentar tais ameaças. A região central de Galgadud, onde existia uma das maiores instalações militares somalis, é repleta de ERWs. A região confina com a Etiópia e serviu como base para as forças armadas somalis, que deixaram explosivos e armas quando o governo caiu. Também as regiões centro-meridionais de Bakool, Bay e Hiraan estão tomadas por minas, além da faixa de Afgooye e partes de Mogadíscio onde, além dos ERWs, encontram-se minas antipessoais e antiveículos. Em 2012, pelo menos 8 crianças morreram em uma explosão na cidade Balad, na Middle Shabelle Region. Segundo o UNMAS, em 2011, as minas antipessoais causaram 4% de mortos e feridos na Somália, enquanto os UXO, 55% e outros engenhos não-identificados, 32%. Em 2012, a Somália assinou a Anti-Personnel Mine Ban Convention, Convenção para a Proibição de Minas Antipessoais, que prevê a destruição de resíduos bélicos em quatro anos, além de limpar o país completamente em 10 anos. Nos últimos cinco anos, foram destruídas na Somália mais de 21.461 UXOs e minas antipessoais. (AP) (4/2/2013 Agência Fides)

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