ÁSIA/PAQUISTÃO - O caso Rimsha Masih chega ao Supremo Tribunal

Terça, 15 Janeiro 2013

Islamabad (Agência Fides) - Não é terminou o calvário para Rimsha Masih, garota cristã portadora de deficiência acusada de blasfêmia, presa e depois absolvida pelo Supremo Tribunal de Islamabad (veja Fides 20/11/2012). O processo judicial de seu caso, não está concluído: os advogados de acusação, como tinham preanunciado, apresentaram um recurso ao Tribunal Supremo de Islamabad, terceiro e definitivo grau de julgamento e, hoje, 15 de janeiro, haverá a primeira audiência.
Conforme relatado à Agência Fides pela ONG de inspiração cristã "Lead" ("Legal Evangelical Association Development"), na família de Rimsha, ainda escondido num lugar seguro, e entre a comunidade cristã "renasceu um sentimento de medo". Enquanto isso, por causa da falta de segurança, dezenas de famílias cristãs, muito pobres, do bairro Mehrabadi, em Islamabad, onde vivia a família de Rimsha, ainda não retornaram para suas casas. As famílias foram obrigadas ao êxodo por causa das ameaças de extremistas, ligadas ao caso de Rimsha.
Após a revolta e internacional e depois que o tribunal apurou as falsas acusações contra Rimsha, o caso da garota cristã apareceu como exemplar para mostrar para a opinião pública o abuso da lei de blasfêmia e tinha visto, neste trabalho, a contribuição de muitos líderes e intelectuais muçulmanos. Segundo fontes de Fides, o recurso para ao Tribunal Supremo poderia ter sido apresentado por razões puramente políticas, sob pressão de grupos fundamentalistas, enquanto se aproximam as eleições parlamentares de março próximo.
Pe. Mario Rodrigues, diretor do Pontifícias Obras Missionárias no Paquistão, explica à Agência Fides: "Por um lado, existe a instrumentalização política do caso Rimsha; por outro lado, há alguns que mulás que insistem e além disso, existe o direito de apresentar um apelo. Confiamos na justiça do Paquistão: Tenho a certeza de que o Supremo Tribunal confirmará a absolvição de Rimsha". Pe. Rodrigues observa que "o abuso da lei da blasfêmia, como ocorreu no caso de Rimsha, continua a perpetuar-se, enquanto o país é atravessado por uma espiral preocupante de violência". (PA) (Agência Fides 15/1/2013)


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