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Asia

2012-12-15

ÁSIA/SRI LANKA - Budistas radicais atacam as igrejas: os cristãos pedem liberdade religiosa

Colombo (Agência Fides) – Desconforto nas comunidades cristãs de Sri Lanka após os recentes episódios de violência cometidos por monges e leigos budistas radicais: como relatado à Agência Fides, os cristãos renovam ao governo o apelo pela defesa da liberdade religiosa. A comunidade está abalada depois do ataque a uma igreja protestante, em 9 de dezembro do ano passado, em Weeraketiya, no distrito de Hambantota, província do sul de Sri Lanka. Uma multidão de cerca de mil pessoas na euforia religiosa, incluindo muitos monges budistas, invadiram o edifício e feriram o pastor Pradeeep. A multidão destruiu a igreja, destruindo paramentos sagrados, equipamentos e carros estacionados. Os agressores quebraram um cordão policial que havia sido chamado em precedência. Na verdade, o dia antes do acidente, um grupo de budistas e monges visitou o Pastor, advertindo-o de que, sem a permissão do clero budista, não poderia conduzir culto cristão em Weeraketiya, visto a destruição da igreja. Após a rejeição do pastor, que citou os direitos constitucionais, realizou-se o ataque.
Em 2012, as comunidades cristãs em Sri Lanka, de diferentes denominações, registraram cerca de 50 casos de ataques feitos pelos budistas. Em setembro passado, o bispo católico de Mannar, Dom Rayyappu Jospeh - que pediu uma investigação internacional dos abusos cometidos pelo governo na guerra civil contra os rebeldes tâmeis - foi levemente ferido por uma pedrada, no ataque a uma igreja católica em Karusal, no distrito de Mannar. Em agosto de 2012, alguns monges budistas ocuparam os locais da Igreja Adventista do Sétimo Dia na cidade de Deniyaya (sempre no sul da ilha), transformando-a num templo budista.
Mais de 70% dos 20,4 milhões de pessoas no Sri Lanka são budistas, e pertencem principalmente ao grupo étnico dominante, os cingaleses. Os cristãos são estimados em 8,4 por cento da população, e 40% deles pertencem à minoria étnica tâmil.
Entre os grupos budistas violentos, está o "Buddhist Power Force" ("Bodu Bala Sena"), que recentemente pediu aos seus seguidores que “defendam o país dos muçulmanos e dos cristãos".
O movimento mais potente é o partido político dos monges budistas, o "Jathika Hela Urumaya" ("Frente Nacional da Liberdade"), parceiro do governo de coalizão. O partido já deu prova no passado de que pode ser muito violento. Um militante do partido assassinou o primeiro-ministro S. Bandaranaike em 1958. (PA) (Agência Fides 15/12/2012)

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