VATICANO - "A Igreja necessita dos dois sólidos pilares da Missio ad gentes e da Nova Evangelização": o Card. Filoni abre o Simpósio sobre a Evangelização em Owerri

Quinta, 8 Novembro 2012

Owerri (Agência Fides) - "Jesus Cristo é o sujeito primeiro e último de toda a evangelização, seja a evangelização como Missio ad gentes, seja a Nova Evangelização. A Igreja, como Corpo de Cristo, recebeu este mandato do próprio Senhor: ide, batizai, levai a salvação. A Igreja é um corpo vivo e necessita dos dois sólidos pilares da Missio ad gentes e da Nova Evangelização para continuar a realizar este mandato". Assim se expressou o Card. Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, citando a homilia de Bento XVI na abertura do Ano da Fé, no seu discurso no Simpósio sobre Evangelização, que se realizou hoje em Owerri (Nigéria), na conclusão do Centenário de evangelização desta Província eclesiástica (veja Fides 05/11/2012; 06/11/2012; 07/11/2012).
"O Concílio Vaticano II foi decisivo no que diz respeito ao desenvolvimento das chamadas Igrejas autóctones – recordou o Cardeal -. Com efeito, a atenção que o Concílio deu a essas Igrejas fez de modo que não fossem consideradas somente como 'locais', em que pudesse ser exercitado o serviço missionário mas, sobretudo, fossem consideradas elas mesmas protagonistas no trabalho missionário". O Card. Filoni se inspirou no amplo Magistério eclesial pós-conciliar para evocar os princípios fundamentais da Missio ad gentes, que "não nasceu por iniciativa humana. É o resultado da inspiração divina... Evangelizar e compartilhar com os outros a alegria do Evangelho e a convicção de que Jesus ressuscitou, venceu a morte e se sentou à direita do Pai, é um ato de amor. O cristão não pode dar aos outros algo que não tem. Pode somente dar Jesus se já o tiver encontrado e se deixou-se preencher por seu amor. Este íntimo encontro de amor com o Senhor impulsiona o fiel a proclamar, com suas palavras e com o exemplo da sua vida, a beleza e a bondade de Deus".
A importância fundamental da evangelização foi reiterada pelo recente Sínodo dos Bispos, em continuidade com o Sínodo sobre a evangelização no mundo contemporâneo de 1974, recordou ainda o Prefeito do Dicastério Missionário. Além disso, a evangelização foi uma das prioridades do Pontificado do Beato João Paulo II, que usou a expressão "Nova Evangelização ". "Jesus, enviado pelo Pai, envia também nós como seus discípulos – prosseguiu o Card. Filoni - . O campo da nossa missão não está fechado em nossas Igrejas, mas deve estar presente nas praças e nas ruas, nos locais onde os homens e as mulheres se encontram, vivem, trabalham, sofrem e se divertem. Não podemos esperar a chegada deles. É necessário para nós sair para ir ao encontro dos homens e das mulheres, para anunciar a eles o Evangelho com fantasia e criatividade evangélica, mesmo que isso comporte dificuldades". A evangelização não é opcional para o cristão, mas diz respeito a todos, não se pode ser cristãos sem evangelizar, porque quem encontrou e fez experiência do Senhor ressuscitado não pode guardá-la para si, mas sente a urgência de comunicá-la aos outros. "A Nova Evangelização fala de uma experiência intensa, envolve toda a pessoa – destacou o Prefeito -. Se a pessoa estiver apaixonada, então a evangelização será feita com criatividade e fantasia, com total dedicação e generosidade".
Na parte conclusiva do seu discurso, o Card. Filoni se deteve sobre o diálogo como parte integrante da evangelização: "No momento atual de fraturas e sofrimentos, esse processo essencial de diálogo que provém da nossa fé nos torna capazes, como fieis em Jesus, de ver a doçura de Deus nos outros, de afirmar esta bondade com alegria e, numa comunhão profunda nascida da compaixão, de trabalhar pela reconciliação, pela justiça e pela paz". (SL) (Agência Fides 08/11/2012)


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