ÁSIA/LÍBANO - A Igreja maronita: nova lei eleitoral e direito de voto para os libaneses no exterior

Sábado, 29 Setembro 2012

Bkerkè (Agência Fides) – O debate sobre a lei eleitoral “é prioridade absoluta”. O modelo de 1960, utilizado nas eleições de 2009, deve ser abandonado, pois não garante “a justa representação do eleitorado”. A nova lei deverá garantir também o direito de voto aos expatriados, no respeito da igualdade entre muçulmanos e cristãos, estabelecido pela Constituição. São algumas indicações contidas em uma intervenção do Episcopado maronita, reunido nestes dias sob a presidência do Patriarca Béchara Boutros Raï. Os Bispos frisam a urgência de uma reforma eleitoral “que assegure a liberdade de voto” e “salvaguarde o resultado eleitoral de qualquer eventual manipulação”.
Em comunicado enviado à Agência Fides, a assembleia pede medidas concretas para garantir a plena democracia no voto, previsto para junho de 2013: instituir uma comissão independente encarregada de monitorar o escrutínio; garantir a plena liberdade de acesso à mídia para todos os candidatos; contrastar o comércio de votos.
No debate sobre a lei eleitoral que antecede as próximas eleições políticas, as alas políticas libanesas se contrapõem com crescente agressividade. A lei eleitoral em vigor nas eleições de 2009 era marcada por um sistema majoritário seco e pela divisão do Líbano em muitas circunscrições eleitorais de pequenas dimensões (equivalentes aproximadamente aos distritos ‘qada'), caracterizadas por uma forte homogeneidade confessional. Este modelo é hoje considerado inadequado por grande parte dos partidos. Hipóteses apoiadas pelos xiitas Hezbolá, baseadas nas proporções, se opõem aos projetos baseados em pequenas circunscrições eleitorais, como o apresentado pelas Forças libanesas (FL) de Samir Geagea. (GV) (Agência Fides 29/9/2012)


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