Asia
2012-09-26
ÁSIA/PAQUISTÃO - Líderes religiosos: Paquistão deve pedir à ONU resolução contra blasfêmia
Lahore (Agência Fides) – “Nós, participantes da conferência sobre o respeito das religiões, pedimos que seja proibida imediatamente a difusão do filme 'A inocência dos muçulmanos’. Pedimos ao governo do Paquistão e às organizações da sociedade civil que apresente uma resolução de condenação das Nações Unidas”: é o que afirmam, em declaração conjunta, líderes muçulmanos, cristãos e hindus reunidos em Lahore em um seminário organizado pelo “Conselho para o Diálogo inter-religioso” e pela "United Religions Iniziative".
Enquanto a comunidade cristã no Paquistão está chocada pela destruição da Igreja anglicana de São Paulo em Mardan (província de Khyber Pakhthunkwa), incendiada por um grupo de radicais, os líderes religiosos pressionam por uma resolução da ONU que condene “a difamação e o vilipêndio contra as religiões”. Paul Bhatti, Ministro católico para a Harmonia, assegurou que “falará com o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon”, recordando que no Paquistão, “cristãos e muçulmanos viveram juntos durante séculos” e que “não se pode permitir que ninguém rompa nossa harmonia”, e invocando o “respeito mútuo das religiões”.
Dentre os líderes cristãos participantes do seminário, pe. Pascal Paulus, provincial dos Dominicanos no Paquistão, destacou a importância do diálogo, e o Diretor do “Conselho Nacional para o Diálogo Inter-religioso”. Pe. Inayat Bernard, expressando solidariedade as fiéis muçulmanos, recordou que o Conselho organiza seminários, encontros, orações e conferências para “trabalhar unidos pela harmonia inter-religiosa”.
O líder sikh Sardar Singh Ternjeet disse que “a liberdade de palavra deve ser utilizada com responsabilidade”, enquanto o líder hindu Bhagat Lal ressaltou que “os livros sagrados não podem ser ridiculizados por outras religiões, pois isto causa desarmonia”. Dentre os líderes muçulmanos presentes, Allama Muhammad Tahir Baghdadi pediu aos fiéis que “manifestem desapontamento e reajam de modo pacífico”, porque “ninguém tem direito de prejudicar outros seres humanos”. Kanwal Feroz, editore do mensal urdu "Shadab", recordou que no passado, quando houve episódios de ofensa ao nome de Jesus, os cristãos protestaram pacificamente. (PA-IB) (Agência Fides 26/9/2012)
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