ÁFRICA - Medicamentos abortivos e contraceptivos: uma solução falsa e perigosa para a pobreza

Sábado, 21 Julho 2012

Nairóbi (Agência Fides) – Inundar o sul do mundo com contraceptivos e medicamentos abortivos para reduzir o crescimento da população, não é a chave para reduzir a pobreza. É uma solução falsa e perigosa, promovida por organizações como a "Bill & Melinda Gates Foundation." Além disso, levar as mulheres africanas a tomar estes medicamentos constantemente, na rotina, atenta contra sua saúde. A luta contra a pobreza deve ser praticada no pleno respeito da dignidade das pessoas pobres e não para eliminá-las. É o que afirma a organização católica "Human Life International" numa nota enviada à Agência Fides, estigmatizando os programas de difusão lançados pela Fundação Gates, de um novo anticoncepcional injetável na veia, que seria análogo ao DMPA (Depo- Provera). Ao contrário do Depo Provera, que é administrado por um médico, esse novo medicamento se baseia na autoadministração através de injeção subcutânea. A Fundação Gates pretende oferecê-lo a mais de 120 milhões de mulheres em todo o mundo, especialmente na África Subsaariana e no sul da Ásia. "O que não dizem - observa HLI - é que essa 'solução' envolve a morte de crianças neoconcebidas, pode dobrar a velocidade de transmissão do HIV e aumentar o risco de câncer de mama. Além disso, os anticoncepcionais progestina estão associados a um risco significativo de coágulos e derrame, todos elementos que danificam gravemente a saúde das mulheres".
O planejamento familiar proposto por organizações como a "Planned Parenthood", segundo princípios maltusianos, exorta as comunidades africano-americanas a limitar seu crescimento, como a única maneira de combater a pobreza, afirma, "mas um fator-chave – observa HLI - é a educação: as mulheres têm o poder quando são instruídas. Homens e mulheres precisam de educação e cultura para contribuir no debate público e na formulação de políticas sociais". A "maternidade – prossegue - deve ser considerada uma vocação de valor e não um dreno na sociedade. Só então poderão enfrentar e combater as verdadeiras raízes da pobreza", conclui HLI.
A Fundação Gates e seus parceiros lançaram uma campanha de 4 bilhões de dólares para o controle de natalidade na África, Ásia e América Latina. Human Life International, é um movimento pró-vida com projetos em mais de 80 países no mundo. (PA) (Agência Fides 21/7/2012)


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