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Africa

2012-01-18

ÁFRICA/TUNÍSIA - "Se não houver um sinal imediato para a economia, corre-se o risco de uma nova crise", afirma o Arcebispo de Túnis um ano depois da revolução

Túnis (Agência Fides) - "O tunisiano médio quer duas coisas: a segurança e o trabalho. Se a primeira está garantida, a segunda ainda não", afirma Dom Maroun Elias Lahham, Arcebispo de Túnis, que num colóquio com a Agência Fides traça um breve quadro da situação da Tunísia um ano depois da chamada Revolução de Jasmim, que destituiu o Presidente Ben Ali e colocou o país na estrada da plena democracia.
"O problema é a economia. Do ponto de vista político, as coisas estão bem: as eleições se realizaram de maneira correta, temos um novo Presidente, um novo governo e um novo Parlamento. A segurança está garantida, mas a economia tem dificuldade em alçar voo", destaca Dom Lahham. Além da crise econômica e financeira internacional, que se repercute também na região do Mediterrâneo, segundo o Arcebispo de Túnis os motivos da atual fraqueza da economia tunisiana são essencialmente dois.
"Em primeiro lugar – explica Dom Lahham – lançar novamente a economia em um ano não é fácil. Em segundo, como afirmam vários especialistas locais, a nova diretoria, não obstante séria e honesta, não parece ter como ponto principal a economia. Na opinião pública local estão surgindo dívidas se o Governo tem realmente um plano econômico para o país".
Dom Lahham sublinha que "a população poderá ter paciência ainda por alguns meses, mas se não for dado logo um sinal forte em relação à economia, podemos esperar um forte protesto social. Os desempregados são mais de um milhão e estão aumentando".
Em relação ao turismo, setor importante da economia local, o Arcebispo evidencia: "os turistas podem vir tranquilamente a Tunísia, porque existe segurança. O problema é que se outros países oferecerão preços mais competitivos em relação aos nossos, os fluxos turísticos principais serão direcionados para lá e para nós". (L.M.) (Agência Fides 18/1/2012)

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