ÁSIA/SRI LANKA - Faltam professores para 100 mil crianças que vivem nas zonas de conflito

Segunda, 5 Setembro 2011

Vavuniya (Agência Fides) - Depois de anos de interrupção devido aos conflitos em andamento no Norte de Sri Lanka, milhares de estudantes podem, finalmente, voltar para a escola, mas falam professores. Em 26 anos de guerra, as escolas foram destruídas e as crianças não tiveram nenhum acesso à educação. Agora que, após dois anos da declaração de vitória do governo sobre os Tigres Tamil (Liberation Tigers of Tamil Eelam, LTTE) muitas estruturas foram consertadas e os alunos preparados para voltar, faltam professores. A situação no sul de Vavuniya é alarmante. De 197 professores de inglês há menos de metade. De 199 de ciência, há 87. No entanto, a situação é ainda mais complicada nos dois distritos rurais de Vavunjya, Vavuniya norte e Chettikulam, onde existem apenas dois professores para 10 classes. A situação é semelhante no distrito de Kilinochchi, onde faltam ainda 400 professores.
A desanimar os professores também contribuem as condições precárias dos sistemas de transporte, alojamento e falta de serviços básicos como água potável e serviços de saúde. Em 2010, o governo preparou 1.500 professores e diretores, oferecendo também uma sessão para a formação de 50 conselheiros na área, além de outros programas para reduzir a escassez de professores de inglês, matemática, ciências e informática. Segundo o Joint Plan of Assistance Northern Province 2011, publicado pelo Governo de Sri Lanka, num total de 1.016 escolas da província do norte, 850 estão funcionando. Destas, 720 foram consertadas e, pelo menos 114 na província serão reestruturadas e melhoradas. O mesmo relatório mostra que 100 mil crianças em idade escolar vivem em Vavuniya. O renascimento da educação já está tendo um impacto positivo com crianças e famílias desejosas de voltar à normalidade, como relatado pelos professores e seus alunos. De 179 estudantes que em 2010 fizeram uma prova nacional para obter uma bolsa de estudos qüinqüenal, 81 foram admitidos. (AP) (5/9/2011 Agência Fides)


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