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1º CONGRESSO MISSIONÁRIO NACIONAL
17 a 20 de julho de 2003
Pontifícia Universidade Católica (PUC) - Belo
Horizonte, MG
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Justificativa
A realização do CAM 2-Comla 7 na Guatemala, de 25
a 30 de novembro de 2003, convoca as Igrejas locais para uma reflexão
criativa sobre a sua própria missionariedade. Desta reflexão,
certamente surgirão novas contribuições para
a caminhada missionária do Continente.
Nós da coordenação do Conselho Missionário
Nacional (Comina), depois de muitas discussões com as bases
missionárias, achamos importante, além da dimensão
celebrativa e festiva do evento, resgatar memórias, testemunhar
experiências, encarar desafios e lançar perspectivas
de reflexão e de compromissos.
Para nós no Brasil, isso significa retomar a caminhada
desde o 5º Congresso Missionário Latino-Americano
(Comla 5 - Belo Horizonte, 1995), incentivando a articulação
dos Conselhos Missionários em todas as dioceses, apontando
horizontes de engajamento e de projetos missionários que
brotam da nossa "essência missionária",
tanto enfatizada pelo Concílio Vaticano II.
Para articular e encaminhar, novamente, nosso "ser"
com nosso "fazer" missionário, pensamos na realização
de um Congresso Missionário Nacional, o primeiro do gênero,
que pudesse representar uma ocasião de testemunho, de encontro,
de reflexão, de partilha e de proposta entre os responsáveis
da dimensão missionária dos vários Regionais,
dioceses, organismos e instituições, em vista da
celebração do 2º Congresso Missionário
Americano (CAM 2-Comla 7).
Objetivo geral do CAM 2-Comla 7
Animar a vida das Igrejas particulares do Continente, para que,
a partir da sua experiência evangelizadora, assumam, responsável
e solidariamente, o compromisso com a Missão "ad gentes".
Objetivo geral do 1º Congresso Missionário Nacional
Aprofundar a reflexão em vista da contribuição
da Igreja no Brasil para a realização do CAM 2-Comla
7.
Objetivos específicos
" refletir no projeto missionário da Igreja no Brasil
e sua dimensão "ad gentes";
" acolher práticas missionárias significativas;
" partilhar o testemunho do nosso engajamento missionário;
" fortalecer os Conselhos Missionários, em âmbito
diocesano e regional;
" articular melhor os organismos e as forças missionárias
no país;
" celebrar a caminhada da dimensão missionária.
Tema: Enviados aos Confins do Mundo para Anunciar o Evangelho
da Paz, a partir da Pobreza, da Alteridade e do Martírio
no Meio de Nós.
Lema: Igreja no Brasil, Tua Vida É Missão.
Mutirões de Reflexão
1. O Encontro com Jesus Cristo Vivo: Conversão, Comunhão,
Solidariedade
2. A Espiritualidade do Povo de Deus, a partir, na e para a Missão.
3. Famílias, Jovens e Crianças: Protagonistas da
Missão.
4. A Missão, Vida da Comunidade Paroquial.
5. A Igreja Particular, Responsável pela Missão
Universal.
6. As Instâncias de Animação e Formação
Missionária na Igreja Particular.
7. Os Novos Caminhos no Anúncio do Evangelho da Vida.
8. A Missão diante dos Desafios da Globalização,
da Violência, das Culturas e das Migrações
Humanas.
9. A Missão diante dos Desafios dos Grupos Fundamentalistas
e dos Novos Movimentos Religiosos.
Programação
Quinta feira - 17 de julho de 2003 - Dia do Caminho
15h-18h Credenciamento e acolhida dos participantes.
18h-19h30 Sessão de Abertura
Sexta feira - 18 de julho de 2003 - Dia do Encontro
8h-8h30 Oração
8h30-10h Painel temático
Dom Franco Masserdotti - Bispo de Balsas, MA
Dom Erwin Kräutler - Bispo do Xingu, PA
A Missão a partir dos Pobres, dos Outros e dos Mártires,
até os Confins do Mundo. Memória e Compromisso de
Nossa Caminhada.
10h-10h30 Intervalo
10h30-12h Conferência
Pe. Paulo Suess - Presidente da Associação Internacional
de Estudos da Missão.
A Missão como Caminho, Encontro, Partilha e Envio. Perspectivas,
Desafios e Projetos.
14h-16h Mutirões de reflexão
16h-16h30 Intervalo
16h30-17h30 Mutirões de reflexão
17h30-18h Missa nos grupos
Sábado - 19 de julho de 2003 - Dia da Partilha
8h-8h30 Oração
8h30-10h Mutirões de reflexão
10h-10h30 Intervalo
10h30-12h Painel de experiências missionárias significativas.
Movimentos Missionários Leigos no Brasil
Os Confins do Mundo no Meio de Nós no Anúncio do
Evangelho da Paz.
Apresentações das Oficinas sobre Teologia da Missão
(Grupos 1, 2 e 5)
14h-16h Painel de experiências missionárias significativas.
Missionários(as) além-fronteiras pelo mundo afora
Dar de Nossa Pobreza e Contar Nossa Experiência no Anúncio
do Evangelho da Paz a Todos os Povos.
Apresentações das Oficinas sobre os sujeitos da
Missão (Grupos 3, 4 e 6)
16h-16h30 Intervalo
16h30-17h30 Painel de experiências missionárias significativas.
Missionários(as) além-fronteiras que atuam no Brasil
Vocação, Missão, Conversão: chamados
a um novo jeito de ser Igreja.
Apresentações das Oficinas sobre Os desafios da
Missão hoje (Grupos 7, 8 e 9)
19h-20h Missa nas paróquias
Domingo - 20 de julho de 2003 - Dia do Envio
8h-8h30 Oração
8h30-10h Sessão de encerramento.
Comissão de Assessoria
Igreja no Brasil, Tua Vida É Missão da Paz. Conclusões,
Prioridades e Compromissos.
10h-10h30 Intervalo
10h30-12h Celebração final e envio missionário
Participantes
Para o 1o Congresso Missionário Nacional é prevista
a participação de 400 pessoas. Este número
caracteriza o Congresso como um momento de encontro, reflexão,
partilha e envio, antes de ser um grande evento festivo.
Os convidados são os representantes dos Conselhos Missionários
Diocesanos (Comidis), e de Instituições e Organismos
missionários engajados na animação missionária
de suas Igrejas.
Cada Regional da CNBB, por meio de seu Conselho Missionário
Regional (Comire), terá à disposição
um número de vagas proporcional ao número de suas
dioceses, e irá compor o grupo de participantes de acordo
com sua própria realidade eclesial.
O Instrumento de trabalho do CAM 2-Comla 7 convida "a escolher
pessoas que saibam debater e levar contribuições
para os temas propostos", de modo que o resultado da reflexão
conjunta seja representativo da caminhada missionária das
diversas Igrejas locais.
Por isso, a indicação e a inscrição
dos participantes deverá seguir critérios bem definidos,
além de uma composição heterogênea
entre presbíteros, religiosos(as) e leigos(as), representantes
de instituições, assessores e coordenadores de pastoral,
e bispos da Dimensão Missionária dos Regionais.
Organização
1. O Comina, mediante sua equipe executiva e os coordenadores
dos Regionais, promove este evento, assume sua condução
e convoca os participantes.
2. A Presidência do Congresso será constituída
por:
o Presidente de honra: Bispo Responsável pela Dimensão
Missionária da CNBB
o Presidente executivo: Pe. Daniel Lagni - Diretor das POM
o Vice-Presidente: Ir. Maris Bolzan - Presidente da CRB
o Coordenação da Assessoria: Pe. Estêvão
Raschietti - Secretário do Comina
o Secretário Executivo: Pe. José Maria C. da Silva
- Coordenador do Comire Leste 2
3. A Arquidiocese de Belo Horizonte, mediante o seu Comidi, é
responsável pela organização da infra-estrutura,
do alojamento, da alimentação e do transporte dos
participantes.
4. Equipes compostas por integrantes do Comire Leste 2, da Arquidiocese
de Belo Horizonte, do Comina e da CRB Regional Leste 2, coordenarão
os seguintes aspectos: secretaria, acolhida, animação,
liturgia, bem-estar, segurança, limpeza e supervisão.
5. A divulgação do evento e o contato com órgãos
da imprensa católica será tarefa dos responsáveis
pelas revistas missionárias.
6. Os recursos financeiros serão garantidos pelas Pontifícias
Obras Missionárias, pela CNBB, por Entidades, Organismos
e Institutos missionários, e pelos próprios participantes.
São Paulo, 7 de abril de 2003.
Pe. Estêvão Raschietti
Secretário Executivo do Comina
Igreja no Brasil, tua vida é missão
eixos temáticos
de Estevão Raschietti
Secretário Executivo do COMINA
O Conselho Missionário Nacional promove o 1o Congresso
Missionário Nacional em Belo Horizonte, de 17 a 20 de julho,
em preparação ao CAM 2 - Comla 7 na Guatemala. Uma
ocasião para as dioceses e as paróquias pelo Brasil
afora estar promovendo eventos parecidos para animar missionariamente
suas comunidades, suas famílias e seus jovens
Um filho daquela terra, recém ordenado padre, de acordo
com seu bispo, decidiu ir à missão que sempre tinha
sonhado: a África.
Na Igreja houve orações, discursos, cantos e muita
empolgação. Terminada a celebração,
já no pátio da Igreja, começaram as divergências.
"Como podemos aceitar isso? Aqui não temos padre e
este nosso conterrâneo vai trabalhar longe no meio de um
povo que nem conhecemos? Antes vamos prover às nossas necessidades,
depois se poderá pensar nos outros". Alguém
respondeu: "Você fala de um jeito que nem cristão
parece. Se Deus chamou o nosso amigo para trabalhar na África,
quem somos nós para nos opormos? Afinal nós não
estamos abandonados assim. Há uma equipe de irmãs
que nos ajudam, e há leigos assumindo as várias
tarefas de nossa comunidade. Deus vai olhar para nós que
demos o único padre que tínhamos".
Uma senhora acrescentou: "Nosso Brasil tem recebido muito
dos padres vindos de fora ... É bonito poder retribuir
um pouco a Deus este grande dom enviando um filho de nossa terra
para a África onde talvez o povo precise mais do que aqui".
A caminhada missionária da Igreja no Brasil vem a cada
dia se fortalecendo com gestos significativos como este, desde
que os bispos latino-americanos, reunidos em Puebla (México),
há mais de vinte anos, declararam que finalmente tinha
chegado a hora para as Igrejas do continente de se projetarem
para além de suas fronteiras. "É certo que
nós próprios precisamos de missionários -
afirma o documento de Puebla - mas devemos dar de nossa pobreza".
Na última Assembléia da Conferência dos Bispos
do Brasil (CNBB), realizada de 30 de abril a 9 de maio de 2003,
foram aprovadas as novas Diretrizes Gerais da Ação
da Igreja no Brasil que retomaram decididamente este espírito
missionário universal. "Nossas comunidades eclesiais
- diz o documento - apesar de sobrecarregadas de tarefas e muitas
vezes contando com escassos recursos, devem 'dar de sua pobreza'
também para a evangelização ad gentes ou
para as missões em outras regiões e além
fronteiras. Uma Igreja local não pode esperar atingir a
plena maturidade eclesial e, só então, começar
a preocupar-se com a Missão para além de seu território.
A maturidade eclesial é conseqüência e não
apenas condição de abertura missionária".
Os Congressos Missionários Latino-Americanos (Comlas) surgiram
há mais de vinte e cinco anos (1977), a partir de um convite
de Paulo VI, exatamente com a finalidade de despertar e motivar
as Igrejas latino-americanas para a dimensão universal
da missão.
No Brasil, em 1995, celebrou-se o inesquecível COMLA 5
na cidade de Belo Horizonte, com a participação
de 3000 pessoas para refletir sobre o tema do "Evangelho
nas culturas". O objetivo geral deste evento concentrava
toda a riqueza de conteúdos e de vivências partilhadas
naqueles dias: "aprofundar a responsabilidade missionária
universal das Igrejas particulares, mediante o intercâmbio
de experiências e testemunhos do Evangelho nas diferentes
culturas, à luz da evangélica opção
preferencial pelos pobres, para fortalecer o caminho de vida e
esperança em todos os povos".
Neste ano de 2003 será realizado o 7o Congresso Missionário
Latino Americano, na Cidade da Guatemala, de 25 a 30 de novembro.
Ainda por ocasião do Comla 6 na cidade de Paraná
(Argentina), em novembro de 1999, foram envolvidas as Igrejas
norte-americanas naquilo que se tornou o primeiro Congresso Missionário
Americano (Cam 1). Por ordem do Card. Jozef Tomko, então
responsável pela Congregação pela Evangelização
dos Povos, o COMLA tornou-se CAM, um Congresso Missionário
para toda América. Contudo, o pessoal gosta de distinguir
as coisas e continuar a afirmar uma identidade latino americana.
Portanto, o congresso da Guatemala se chamará CAM 2 - COMLA
7.
"Será um Congresso a partir da pequenez, da pobreza
e do martírio", disse Dom Júlio Cabrera, bispo
de Santa Cruz del Quiche, em nome da Conferência Episcopal
de Guatemala, no momento de anunciar a convocação
do CAM 2 - COMLA 7 na América Central.
A partir deste apelo todas as Igrejas locais latino-americanas
foram chamadas a uma reflexão criativa sobre a própria
missionariedade.
No Brasil, a coordenação do Conselho Missionário
Nacional (COMINA), depois de muitas discussões com as bases
missionárias, achou importante realizar um Congresso Missionário
Nacional, o primeiro do gênero, que pudesse representar
um momento de testemunho, de encontro, de partilha e de proposta
entre os responsáveis da dimensão missionária
dos vários regionais, dioceses, organismos e instituições.
Sentiu-se a necessidade de retomar a caminhada e resgatar a memória
do Comla 5, incentivando a articulação dos Conselhos
Missionários em todas as dioceses, apontando horizontes
de engajamento e de projetos missionários, acolhendo práticas
significativas, encarando desafios e perspectivas de reflexão
e de compromissos.
O 1o Congresso Missionário Nacional vai ser realizado em
Belo Horizonte, de 17 a 20 de junho, nos mesmos dias e lugar onde
há oito anos celebrou-se o COMLA 5.
É prevista a participação de 400 pessoas.
Este número caracteriza o Congresso como um momento de
encontro, reflexão, partilha e envio, antes de ser um grande
evento festivo. Destes participantes, 100 representarão
o Brasil no CAM 2 - COMLA 7.
Os convidados são coordenadores dos Conselhos Missionários
Diocesanos (Comidis), de Instituições e Organismos
missionários engajados na animação missionária
de suas Igrejas.
O Instrumento de trabalho do CAM 2 - Comla 7, que será
usado também para o Congresso Missionário Nacional,
convida a escolher pessoas que saibam debater e levar contribuições
aos temas propostos, de modo que o resultado da reflexão
conjunta seja representativo da caminhada missionária das
diversas Igrejas.
Da mesma forma, dioceses e paróquias pelo Brasil inteiro
estão convidadas a promover eventos parecidos ao Congresso
Nacional para envolver no debate missionário suas comunidades,
suas famílias e seus jovens.
A programação do Congresso quer re-percorrer simbolicamente
o caminho espiritual dos discípulos de Emaús (Lc
24,13-35).
Em primeiro lugar, serão acolhidos os participantes, missionários
e missionárias, que estão a caminho e que chegarão
em Belo Horizonte vindos dos diversos cantos do Brasil e do mundo.
O caminho é um estado de espírito de quem nunca
sente sua missão totalmente cumprida, sempre busca algo
que está na frente, além fronteiras, no seguimento
de Jesus e na aproximação permanente ao desconhecido,
ao outro e ao pobre.
O Congresso Missionário Nacional não representa
uma chegada para a Igreja missionária, mas uma etapa e
uma parada na caminhada dos discípulos e discípulas
de Jesus, que descobrem a cada dia a presença de Deus no
Caminho. Jesus se revela caminhando (cf. Lc 24,15), porque Ele
é o Caminho (Jo 14,6).
O segundo dia do Congresso será dedicado ao encontro e
à reflexão. Assim como Jesus se aproxima dos dois
discípulos no caminho de Emaús e lentamente aquece
seus corações explicando, a partir das Escrituras,
todos os fatos dos quais estavam falando, também em Belo
Horizonte procuraremos compreender a nossa caminhada missionária
a partir da luz transformadora da Palavra de Deus, com a ajuda
de Dom Franco Masserdotti e Dom Erwin Kräutler, bispos missionários
de Balsas (MA) e do Xingu (PA), e do Pe. Paulo Suess, teólogo
da Missão e Presidente da Associação Internacional
de Estudos da Missão.
O terceiro dia será o dia da partilha. Em torno de uma
mesa e de um pedaço de pão repartido, os olhos dos
discípulos se abrem definitivamente diante do Ressuscitado
(cf. Lc 24,31). O testemunho das vivências e dos projetos
missionários manifesta o rosto do Deus que encontramos
no caminho e que contemplamos na Eucaristia, mistério de
comunhão, vida partida e doada para a transformação
do mundo.
Intensos momentos de expressão e de intercâmbio de
nossas práticas missionárias vão acontecer
durante o Congresso, desde os Mutirões de Reflexão
sobre os temas propostos pelo CAM2 - COMLA 7, até os painéis
de experiências missionárias significativas no Brasil
e além-fronteiras. Teremos momentos de oração
conduzidos por irmãos de outras Igrejas e outras tradições.
Teremos celebrações eucarísticas nos grupos
e junto com às comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte
que acolherão e alojarão os participantes.
Finalmente, o último dia será dedicado ao envio
missionário. O encontro no caminho com Jesus Ressuscitado
revigora o ardor missionário dos discípulos que
partem imediatamente para anunciar a Boa Nova que seus olhos viram,
que seus ouvidos ouviram e que suas mãos apalparam.
O objetivo do 1o Congresso Missionário Nacional é
aprofundar a reflexão em vista a uma contribuição
da Igreja no Brasil para o CAM 2 - COMLA 7, mas também,
e principalmente, é viver uma experiência de fé
e de Igreja a partir da pobreza, da alteridade e do martírio
no meio de nós para anunciar o Evangelho da Paz até
os confins do mundo.
Os missionários e as missionárias não estão
fora do mundo, mas vivem apaixonadamente dentro de suas entranhas,
sentem-se interpelados pelos clamores de todos os povos e pela
conjuntura mundial atual. Principalmente, o anseio pela paz e
o grito contra todo tipo de guerra chegam mais uma vez a convocar
a Igreja missionária a assumir compromissos firmes com
a justiça e a solidariedade além de toda fronteira,
anunciando a vinda de um novo céu e de uma nova terra para
todas as pessoas. Um mundo onde ninguém é excluído.
Eixos Temáticos
1. A Missão
O primeiro eixo temático que estará em discussão
no Congresso Missionário de Belo Horizonte é constituído
pelos fundamentos da Missão à qual somos chamados.
Em primeiro lugar, o encontro com Jesus Cristo vivo é o
motivo principal do nosso caminhar na conversão, na comunhão
e na solidariedade com todos os povos. Só este encontro
possibilita amar com o mesmo amor de Deus. É uma graça
que torna possível aos cristãos e cristãs
serem agentes da transformação do mundo.
O encontro com Jesus gera uma dimensão espiritual missionária
no povo de Deus, onde cada um de seus membros se sente irmão
e irmã universal, pronto a colocar-se a caminho para tornar-se
próximo de todos, dispondo-se a saber doar com alegria
a própria vida para um mundo melhor. Este é o caminho
que conduz à santidade, a partir de nossa pobreza, reconhecendo
a alteridade, através do testemunho do dom da nossa vida
(martírio).
Contudo nós não agimos sozinhos, mas sempre em comunidade.
Um cristão desligado de sua comunidade não é
cristão. Assim como uma comunidade desligada das outras
não é uma comunidade cristã. Toda comunidade
cristã é chamada a tornar-se sal da terra e luz
do mundo, à partir de sua realidade até os últimos
confins da terra, em comunhão com a Igreja universal. A
Igreja local não pode olhar apenas para o seu contexto,
mas é chamada a abrir seus horizontes além fronteiras,
rompendo barreiras, estendendo a caridade para o mundo inteiro,
sendo solidária com as comunidades mais necessitadas, tornando-se
assim verdadeiramente católica.
1. "Nem todo aquele que diz 'Senhor, Senhor' entrará
no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe
em prática da vontade do meu Pai" (Mt 7,21). De que
maneira estamos vivendo o nosso encontro com Jesus Cristo?
2. Como vai a vida e a missão de nossas comunidades? De
que maneira podemos vencer o comodismo através de uma animação
missionária renovada?
2. Os Sujeitos da Missão
O segundo eixo temático do Congresso Missionário
Nacional é constituído pelos Sujeitos da Missão.
Todos, pelo batismo, somos chamados a sermos enviados pelo mundo
afora. Sobretudo as famílias, os jovens e as crianças.
A missão além-fronteiras não é para
"especialistas", mas convoca todos os cristãos
a profundas opções, atitudes e mudança de
vida, de diferentes maneiras e em diversos graus.
Também as estruturas eclesiais, como a paróquia,
são chamadas a encontrar na missão além-fronteiras
sua direção mais importante para renovar permanentemente
a vida e a formação da comunidade cristã.
Enfim, as instâncias especificamente missionárias
precisam incentivar a animação missionária
das Igrejas pela informação sobre a missão
no mundo, pela formação da consciência missionária
no povo de Deus, pela animação através de
eventos celebrativos e pela cooperação espiritual,
material e vocacional com a missão universal.
1. Acreditamos que a família é o lugar privilegiado
para cultivar a vocação à missão?
Por que? Quais são os valores que nela devem existir?
2. Que lugar ocupa a missão além-fronteiras nos
nossos planejamentos pastorais? O que precisa ser feito para animar
missionariamente e universalmente as nossas comunidades?
3. Os Desafios da Missão Hoje
O terceiro eixo temático diz respeito aos Desafios para
a Missão hoje.
A comunidade mundial está mudando profundamente. É
preciso tomar consciência de que as transformações
sociais e tecnológicas exigem assumir novos caminhos no
anúncio do Evangelho para fazer presente o Reino de Deus,
sobretudo através dos meios de comunicação.
Tudo isso, porque o fenômeno da globalização
traz consigo conseqüências nefastas para os pobres
e os diferentes povos. A missão cristã é
chamada a testemunhar uma universalidade evangélica onde
ninguém é excluído do banquete da vida, alimentando
o sonho que "um outro mundo é possível".
Neste esforço é de primordial importância
reconhecer que as religiões falam às consciências
das pessoas e podem legitimar propostas éticas de paz,
de justiça e de fraternidade entre todos os povos. Incentivar
um caminho de diálogo entre as diferentes tradições
religiosas, rechaçando todo fundamentalismo, proselitismo
e fanatismo religioso, torna-se extremamente necessário
para a promoção da Paz.
1. O que você entende por "globalização"?
O que acha dela?
2. Você fez alguma experiência de diálogo com
outra pessoa de religião diferente? Acha possível,
por exemplo, rezar junto com fieis de outras religiões?
A religião deve representar um motivo sério de divisão
entre as pessoas?
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