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A experiência de Vandro Pisaneschi, jovem
seminarista brasileiro, na Jornada Mundial da juventude.
"Fomos
iluminados por Cristo. Agora devemos iluminar outros jovens do
Brasil... Cristo Vale a Pena!
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Desde muito novo possuía um sonho: conhecer
o Santo Padre. Quando soube da realização da Jornada
Mundial de Juventude de Toronto, percebi que esta seria, talvez,
a grande chance de minha vida de realizar este sonho e ao mesmo
tempo, de estar junto com tantos jovens cristãos de várias
partes do mundo. Fui incentivado a ir à Toronto, mas as dificuldades
financeiras quase me fizeram desistir. Inesperadamente, o formador
do seminário perguntou-nos a respeito da possibilidade de
participarmos desta Jornada Mundial da Juventude e após alguns
esforços, nos juntamos ao grupo da Arquidiocese de São
Paulo e viajamos no dia 17 de julho para Montreal. Nossa delegação
foi acompanhada por Dom Gil, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São
Paulo responsável pelo Pastoral da Juventude e pelo seminário
. A delegação brasileira contava com aproximadamente
5.000 jovens provenientes de diversas dioceses e movimentos eclesiais.
Ao sair do Brasil, esperava trazer na bagagem milhares de dinâmicas
pastorais e experiências que me ajudariam a trabalhar com
os jovens. Cheguei até a levar um caderno de notas para isso!
Porém, a medida em que a Jornada se desenrolava, percebi
que aquela era uma experiência única e especial e que
a coisa mais importante a fazer não era aprender novas dinâmicas:
estávamos lá para termos um encontro com o próprio
Cristo, que ao invés de encher meu caderno, queria encher
o nosso coração com a sua encantadora luz, para que
ao regressarmos, cada qual ao seu País de origem, pudéssemos
irradiar esta luz recebida.
Os encontros com o Papa, ao todo três, foram os marcos desta
"Jornada com Cristo", pois na figura de um homem aparentemente
cansado e frágil, encontramos um "Gigante da Fé"
que irradiava vitalidade e presença de Deus. Quando o Santo
Padre passava no meio da Juventude, ocorria algo espetacular: não
era nem gritaria e nem confusão, mas uma alegria que provinha
da sensação que na figura daquele homem, Cristo estava
no meio de nós.
Para mim, o momento mais marcante aconteceu no domingo, 28 de julho.
No dia anterior havíamos participado da vigília com
o Santo Padre, com muita música, testemunhos e oração.
Quase todos os 600 mil participantes, após o término,
dormiram naquele parque, pois no dia seguinte havia a missa de encerramento
do Jornada, celebrada por João Paulo II. Por volta das 5:30
da manhã fomos apanhados por uma forte chuva que se prolongou
por 4 horas. Fazia muito frio e sobrava o vento forte. Isso fez
com que muita gente fosse embora. Porém, penso que Deus reservou
um presente para os que perseveraram até o fim: o Papa iniciou
a missa às 9:30 da manhã, conforme o previsto. Durante
o Ato Penitencial, quando a chuva ainda era intensa, o Santo Padre
rezou uma oração que relacionava o perdão e
o batismo. Inesperadamente, o Papa interrompeu a leitura da oração,
olhou a multidão (800 mil pessoas) e disse que aquela chuva
que recebíamos do céu representava o batismo de cada
um de nós que ali estava. Subtamente, a chuva parou e quando
terminou a missa, o sol brilhava no céu, irradiando luz e
calor.
Como impressão final, gostaria de dizer que durante os dias
da JMJ, cujo o lema foi "Vós sois o sal da terra e a
luz do mundo", fomos temperados e iluminados com o sal e a
luz de um especial reencontro com Cristo que vivenciamos. Devemos
agora iluminar e temperar os jovens do Brasil.
Participar da Jornada valeu a pena. Cristo vale a pena! Portanto,
espero estar em Colônia juntamente com o Papa... |
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