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ÁSIA/INDONÉSIA - Descobertos explosivos próximo a uma Igreja: polícia alertada, preocupação entre os cristãos das Molcas, mas a população acredita na paz

Amboina (Agência Fides) - “É preciso evitar a explosão de mais violência. Há preocupação entre os cristãos, mas também confiança nas forças da ordem”, diz em um colóquio com a Agência Fides Pe. Carl Bohm, responsável do Centro de crise da Diocese de Amboina, nas ilhas Molucas indonésias, depois da descoberta de 15 bombas nas redondezas da Igreja de Maranatha, a principal Igreja protestante da cidade, em 22 e outubro passado. Em Ambon, as forças de polícia estão em alerta, os controles são mais severos e há uma constante monitoração por parte das forças da ordem. Atualmente, não se registra tensão entre as comunidades cristã e muçulmana.
Segundo declarou Pe. Bohm à Agência Fides, “não houve reações particulares por parte dos líderes Protestantes ou dos fiéis cristãos. As pessoas parecem confiar no trabalho das forças de polícia, e não querem provocar novas tensões ou violência. O fato que as bombas encontradas sejam de fabricação artesanal faz pensar - segundo os policiais - que por trás do fracassado atentado na existam grandes organizações criminosas e eficientes. O que se tenta evitar a todo custo é uma nova explosão de violência, porque aqui, no Sul das Molucas, não sabemos com detalhes o que aconteceu nos últimos dias em Sulawesi (Norte das Molucas), aonde houve desordens. Em Ambon, cristãos e muçulmanos continuam a viver em bairros separados, se encontram em locais como universidades, feiras, centros comerciais ou escritórios públicos, sem maiores problemas. Não sabemos o que pode acontecer, mas esperamos e trabalhamos a fim de que a paz dure nas Molucas”.
Pe. Bohm assinala o risco de que a violência nas Molucas venha de fora: “Também os dirigentes da polícia e alguns funcionários civis estão convencidos de que personagens ou de Jacarta tenham interesse em realizar gestos terroristas nas Molucas, para provocar um novo conflito civil. Mas a população de Ambon não deve cair na armadilha” - conclui.
As ilhas Molucas foram teatro de uma guerra civil entre 1999 e 2002, que causou 15 mil mortos e 500 mil refugiados. O conflito acabou em fevereiro de 2002, com a assinatura do acordo de Malino. (Agência Fides 26/10/2004)

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