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ÁSIA/ÍNDIA - A IGREJA NA ÍNDIA: “NÃO SE CONDENE A MORTE QUEM MATOU O MISSIONÁRIO. DEFENDEMOS SEMPRE A VIDA”

Nova Délhi (Agência Fides) – Justiça mas não vingança. A Igreja Católica na Índia pede uma condenação mas não a pena de morte para Dara Singh, que matou em 1999 o missionário protestante australiano Graham Staines e os seus dois filhos, no estado de Orissa.
Dara Singh foi condenado em 22 de setembro à pena capital por um Tribunal do distrito de Bhubanswar (estado de Orissa), enquanto que seus cúmplices foram condenados à prisão perpétua, ainda que os advogados tenham anunciado o recurso de apelo.
O porta-voz da Conferência Episcopal, padre Babu Joseph, declarou à Agência Fides que “a lei e a justiça devem seguir o seu curso: a condenação de Singh reforça a nossa confiança no Estado de Direito vigente na Índia. O veredicto prova que a justiça na Índia funciona e garante as pessoas indefesas. porém, em qualquer que seja o caso, somos contrários à pena capital: é contra os nossos princípios fundamentais de respeito e defesa da vida. Esperamos que a cada homem seja concedido uma nova chance para recuperar a sua vida e voltar a viver em sociedade”.
Segundo Babu, que expressou solidariedade à família de Dara, “ele é apenas uma vítima: foi instigado a realizar delitos. O Evangelho nos ensina a perdoar os perseguidores”.
Grhama Staines trabalhou entre os leprosos em Orissa por trinta anos. Dara Singh e alguns cúmplices incendiaram o local onde dormiam o missionário e seus dois filhos de 11 e 7 anos, na noite de 22 de janeiro de 1999, acusando-o de converter ao cristianismo os tribais hindus de algumas vilas da região.
(PA) (Agência Fides 24/09/2003 – linhas: 23; palavras: 279)

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