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ÁSIA/INDONÉSIA - A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA MIGRANTES EM MISSÃO DE RECONHECIMENTO NO NORTE DA SUMATRA. CONTINUA O EMBARGO DE ACESSO PARA OUTRAS ONGs – CRESCE CONTINUAMENTE O NÚMERO DE DESABRIGADOS

Jacarta (Agência Fides) – Um vento de otimismo circula entre as organizações humanitárias internacionais após o governo da Indonésia ter permitido à International Organization for Migration (IOM) de fazer visita de campo em Aceh, a província indonésia ao Norte de Sumatra, onde está em curso uma ação militar das forças armadas regulares para neutralizar o movimento separatista Free Aceh Movement (GAM). A IOM é uma organização inter-governativa que trabalha com imigrantes e refugiados, oferecendo assistência humanitária em parceria com os governos locais. Em Aceh, tem a tarefa de colher informações e monitorar a situação dos desabrigados, para poder organizar uma ação de assistência eficaz.
Desde a imposição da lei marcial, em maio passado, às associações de ajuda humanitária e ONGs, como também aos meios de comunicação social e aos jornalistas, é proibido o acesso em Aceh. Somente pequenas ONGs locais podem intervir com limitados meios e estruturas. as organizações dirigiram um pedido para Jacarta de permissão de atuação para um maior número de entidades interessadas em socorrer a população, dado o crescente número de desabrigados.
“O governo destinou 600 bilhões, em moeda local, para a assistência humanitária, mas o problema é a quantidade de a qualidade das ajudas. Às organizações que fazem da assistência a sua específica vocação e profissão não é permitido trabalhar”, afirma em uma entrevista à Agência Fides o Pe. Janata Sudri, diretor do Jesuit Refugees Service (JRS) em Aceh. “As pessoas têm medo e os refugiados são vítimas do conflito. Estou realmente preocupado com a situação. esperamos poder rapidamente intervir em Aceh”. O escritório da JRS da região continua a manter sob controle a situação, mas não está ainda em operação por falta de permissão do governo e os necessários contatos externos da província.
O governo da Indonésia teme que, com o ingresso de estrangeiros, o conflito possa ganhar uma dimensão internacional, como ocorreu no Timor Oeste, com a morte de alguns funcionários do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados em 2000. No entanto, em Aceh, faltam condições de segurança para garantir uma mínima assistência social. Em 19 de julho, foi atacada uma ambulância da Cruz Vermelha, a pouco quilômetros de Aceh e alguns voluntários ficaram feridos.
A população civil continua a sofrer com a crueldade do conflito que, segundo um anúncio feito de Jacarta, durará pelo menos até dezembro. O número de famílias desabrigadas já são mais de 18 mil, totalizando cerca de 80 mil pessoas, das quais cerca de 50 mil se encontram em campos de refugiados do governo. O restante regressou para as suas casas. Muitos as encontraram destruídas ou pilhadas . Alguns refugiados estão deixando Aceh para buscar abrigo em outras províncias do norte da Sumatra. O governo está preparando 49 acampamentos temporários que acolherão desabrigados com muita dificuldade: água, alimentos e assistência humanitária estão escasseando.
(PA) (Agência Fides 29/07/2003 – linhas: 41; palavras: 500)

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