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OCEANIA/ILHAS SALOMÃO - OS RELIGIOSOS CONTRIBUEM PARA A RECONSTRUÇÃO DA PAZ NAS ILHAS SALOMÃO, ONDE A POPULAÇÃO AINDA SOFRE COM A GUERRA CIVIL

Honiara (Agência Fides) – Os religiosos das Ilhas Salomão se empenharão para restaurar a vida pacífica e serena, favorecer a reconciliação entre as partes em luta neste arquipélago abalado pela guerra civil, fazer renascer uma cultura de paz e de não violência. Assim afirmaram na conclusão do segundo Fórum dos Religiosos das Ilhas Salomão, ocorrido recentemente na capital Hoiara.
Nas Ilhas Salomão, a poucos dias chegou um contingente militar australiano com 2.200 militares, com o objetivo de instaurar a paz na região, abalada pela guerra civil. O líder dos grupos rebeldes Harold Keke, disse publicamente almejar a independência, enquanto que em diversas ilhas corre-se o risco de total anarquia, ainda que se na capital Honiara a situação está sob controle. Os grupos armados promoveram saques durante os últimos meses e mataram cerca de 30 pessoas, entre os quais um sacerdote anglicano australiano. Enquanto isso, a população da ilha, cerca de 450 mil habitantes, sofre com a pobreza e com o bloqueio de toda e qualquer atividade econômica.
Nesta situação, cerca de 55 sacerdotes e religiosos passaram um dia de reflexão, oração e partilha, debatendo sobre temas, tais como a educação e a harmonia social, e interrogando-se sobre qual pode ser a contribuição e o testemunho que a Igreja é chamada a dar: “A educação ensina uma disciplina de vida que é necessária nas Ilhas Salomão”, disseram os representantes do Fórum, que expressaram gratidão e alegria pela possibilidade de encontrar-se, conhecer-se e partilhar idéias.
Durante o encontro, falou-se sobre a atual situação das Ilhas Salomão que lentamente está retomando a situação de paz, após a chegada das tropas australianas. A população já começa a mover-se livremente e as atividades econômicas vão pouco a pouco retomando o seu curso normal.
Alguns dos participantes destacaram que a paz deve nascer do coração dos homens. Ir. Rosário disse: “A reconciliação pode ser alcançada somente com a boa vontade das partes em luta e não basta que seja imposta por forças externas”. Segundo o religioso Mark Popo, é preciso educar à não violência as jovens gerações: “Os jovens pegam em armas porque não possuem outra escolha. Eles precisam identificar-se com um ideal, falar e serem escutados. A busca desenfreada de poder e riqueza destruiu o país: devemos unir-nos para anunciar o Evangelho da paz e denunciar o mal”.
Como conclusão do dia de estudo e reflexão, os religiosos afirmaram seu empenho em colaborar com a forças de paz para criar nas Ilhas salomão uma vida baseada no respeito ao outro, ao diálogo, tolerância, justiça e não-violência. O próximo Fórum dos religiosos ocorrerá em outubro de 2003.
(PA) (Agência Fides 28/07/2003 – Linhas: 35; palavras: 461)

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